Tesla é retirada do S&P 500 por racismo e questões ambientais

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Na última quarta-feira (18), o S&P Dow Jones (DJI) atualizou a lista do seu índice S&P 500 de empresas ativas e revelou que a fabricante de veículos elétricos Tesla não faz mais parte da relação de companhias. Apesar da novidade de sido revelada ontem, um porta-voz do índice afirmou que as alterações entraram em vigor no dia 2 de maio.

O índice S&P 500 usa diversos critérios para incluir as empresas na lista, como dados sociais, ambientais, tratamento com clientes, funcionários, parceiros e investidores. O problema é que a Tesla não passou nos critérios por alguns motivos, incluindo acusações de racismo, más condições de trabalho e falta de estratégias para produzir menos carbono.

Apesar de a companhia fabricar carros que usam energia elétrica, em vez de combustíveis fósseis, a empresa não é muito ativa em estratégias para produzir menos carbono, segundo relata a CNBC. Além disso, o Departamento de Emprego Justo e Habitação da Califórnia processou a Tesla por casos de discriminação contra pessoas negras e por assédio.

Segundo o National Labor Relations Board afirmou, em 2021, a Tesla se envolveu em práticas trabalhistas injustasSegundo o National Labor Relations Board afirmou, em 2021, a Tesla se envolveu em práticas trabalhistas injustasFonte:  Unsplash 

Reação da Tesla e de Elon Musk

Segundo a agência norte-americana, foram encontradas evidências que a companhia de Elon Musk ordenava tarefas mais exigentes fisicamente e perigosas para trabalhadores negros, além de mantê-los em cargos menores — as acusações foram realizadas na fábrica de Fremont, na Califórnia. A Tesla e o fundador não ficaram contentes com a atitude.

“Embora a Tesla possa estar desempenhando seu papel ao tirar os carros movidos a combustível das estradas, ela ficou para trás de seus pares quando examinada por uma lente ESG mais ampla”, disse um porta-voz da S&P.

A fabricante de carros elétricos argumentou que mesmo se a companhia alcançasse classificações mais altas no índice, outras montadoras continuariam em uma posição maior. Musk afirmou que o índice perdeu sua integridade e está convencido de que o ESG é o "diabo encarnado".

“Os atuais relatórios ambientais, sociais e de governança (ESG) não medem o alcance do impacto positivo no mundo. Em vez disso, concentra-se em medir o valor em dólar do risco/retorno", foi publicado em um relatório da Tesla.

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