Dono da Itapemirim é acusado de ligação com fraude de criptomoeda

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Em meio a protestos de clientes e promessas de multas por causa da interrupção unilateral das operações da companhia aérea ITA na sexta-feira (17), mais uma controvérsia aterrissa no já conturbado universo do conglomerado Itapemirim. Desta vez, o proprietário da empresa, Sidnei Piva, está sendo acusado de envolvimento em um suposto esquema de fraude, envolvendo uma criptomoeda chamada Cryptour (CTUR), vinculada ao setor do turismo.

De acordo com uma reportagem do portal Congresso em Foco, no sábado (17), as empresas Itapemirim, Extrading Exchange & Trading Platform e Future Design Solutions Ltda (FDS) estão sendo acusadas por centenas de investidores por não devolver R$ 400 mil que teriam sido investidos na Cryptour, mediante o bloqueio da plataforma Extrading. A Cryptour prometia uma valorização de 500% por dólar nos primeiros seis meses e até 3.500% no ano.

Um dos principais divulgadores da criptomoeda no YouTube, Sidnei Piva está presente em pelo menos dez vídeos disponíveis no canal oficial da Cryptour na internet, além de ter inserções de imagem, com aeronaves da ITA ao fundo, no material de divulgação ao qual o site Cointelegraph Brasil teve acesso, e divulgou no sábado (18) neste link.

O presidente do grupo Itapemirim "estrela" nas principais peças de publicidade da Cryptour. (Fonte: Cryptour/Divulgação.)O presidente do grupo Itapemirim "estrela" nas principais peças de publicidade da Cryptour. (Fonte: Cryptour/Divulgação.)Fonte:  Cryptour 

O que diz o dono da Itapemirim?

Procurado pela reportagem da Uol, Sidnei Piva não apenas negou qualquer relação da Itapemirim com a Cryptour, como também afirmou ter sido, ele próprio, uma das vítimas do golpe como os demais investidores. Ele também garantiu não haver qualquer tipo de vínculo comercial da empresa com as citadas Extrading Exchange & Trading Platform e Future Design Solutions Ltda.

Apontado como diretor comercial da Extrading nos vídeos da Cryptour, o empresário Luiz Tavares disse o oposto à reportagem, garantindo que a Extrading "é 85% do Piva e 15% da Future Design Solutions Ltda". Ele diz que não tem nenhuma relação profissional com a exchange de criptomoedas e que aparece ao lado do dono da Itapemirim nos vídeos do YouTube a pedido do vice-presidente da empresa Adilson Furlan "para passar credibilidade".

Alheios às polêmicas, os investidores afirmaram à reportagem do Congresso em Foco: "Vamos procurar a polícia e prestar queixa contra o dono da Itapemirim e contra os donos das outras empresas".

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