Republicanos mandam carta ameaçadora para Yahoo, mas confundem CEO

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Imagem: Ethan Miller/Getty Images
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Versão dos nossos deputados federais, representantes do Partido Republicano dos EUA enviaram um ofício em tom ameaçador a Marissa Mayer, chamada na correspondência de “presidente e CEO” do Yahoo, alertando-a sobre o risco de ter que enfrentar um processo legal. A carta diz que a executiva não deve entregar dados privados de usuários da plataforma a um comitê do próprio Congresso (uma versão americana de CPI), que investiga a invasão do Capitólio no dia 6 de janeiro.

Embora a presteza em coagir a executiva seja até compreensível, uma vez que entre os signatários podem estar dois representantes diretamente envolvidos na organização dos tumultos que resultaram em cinco mortes, a pressa gerou uma gafe: Mayer não é mais CEO do Yahoo desde 2017, quando se demitiu após tentar reverter uma morte inevitável do portal de internet, vendido para o fundo de private equity Apollo Global Management.

A "CPI" da invasão do Capitólio

Fonte: Tyler Merbler/Wikipedia/ReproduçãoFonte: Tyler Merbler/Wikipedia/ReproduçãoFonte:  Tyler Merbler/Wikipedia 

Depois que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, anunciou em junho a formação de uma comissão "seleta" de congressistas para investigar a invasão ao prédio do congresso americano por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, o grupo se dirigiu a 35 empresas de telecomunicações dos EUA. Eles solicitaram a preservação dos registros telefônicos e dados de alguns indivíduos, inclusive da família Trump, relacionados ao ato.

Temendo que também alguns membros do partido pudessem ser envolvidos na investigação, líderes republicanos encaminharam uma outra carta, dirigida a 13 grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Apple, Facebook e Google, pedindo que as companhias não cumpram a solicitação original feita pela comissão formada por Pelosi, também com tom ameaçador.

Em declaração ao Business Insider na semana passada (1º), o líder da minoria na Câmara, Kevin McCarthy afirmou que um eventual cumprimento da solicitação "colocaria todo americano com um telefone ou computador na mira de um estado de vigilância dirigido por políticos democratas". De qualquer forma, é melhor que eles enviem outra carta ao Yahoo, desta vez dirigida ao atual CEO, Guru Gowrappan.

Além de ter deixado o comando do Yahoo, Marissa Mayer também não faz mais parte do conselho da empresa. Atualmente, a executiva trabalha na startup Lumi Labs.

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