Sailfish OS: criadora de alternativa ao Android se torna lucrativa

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A finlandesa Jolla se tornou lucrativa após quase 10 anos da sua criação. Fundada por ex-funcionários da Nokia em 2011, a companhia é responsável pelo sistema operacional Sailfish OS, uma das poucas alternativas ao Android.

O ponto de virada da empresa aconteceu em 2020, quando a startup de tecnologia viu a receita crescer 53% ao ano. Além disso, a marca obteve 34% de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

Versão paga do Sailfish OS traz suporte a apps do Android.Versão paga do Sailfish OS traz suporte a apps do Android.Fonte:  Jolla/Divulgação 

O Sailfish OS é resultado do projeto MeeGo, sistema operacional cancelado pela Nokia em favor do Windows Phone. Então, os ex-colaboradores da fabricante finlandesa seguiram com o desenvolvimento de forma independente.

Há alguns anos, a Jolla disponibiliza o software para usuários realizarem um teste gratuito. Após a experiência, os clientes podem adquirir a versão com suporte para apps do Android e outros recursos básicos por 49,90 euros (cerca de R$ 307 na atual conversão).

Outro produto desenvolvido pela empresa é um programa de suporte a apps do Android para plataformas baseadas em Linux, como sistemas de entretenimento de carros. Por fim, a companhia também licencia os dois softwares para governos e empresas.

Sailfish OS está disponível para os principais modelos de smartphones da Sony.Sailfish OS está disponível para os principais modelos de smartphones da Sony.Fonte:  Jolla/Divulgação 

Possível concorrente do Harmony OS

Além do Sailfish OS, o Harmony OS é outro sistema operacional que atua como alternativa ao Android. Sami Pienimäki, CEO e cofundador da Jolla, diz que não enxerga a plataforma da Huawei como rival.

“Não vejo necessariamente a Huawei e a tecnologia do Harmony OS como nosso concorrente. Acredito ser mais uma prova de que há espaço no mercado para algo diferente além do Android”, explicou o executivo ao TechCrunch.

“Eles estão explorando esse mercado e nós também estamos. Penso que nossas estratégias e mensagens se apoiam com bastante firmeza”, conclui Pienimäki.

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