Lamborghini do 'Rei do Bitcoin' vira carro da Polícia Federal

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A Lamborghini que pertencia ao “Rei do Bitcoin”, como ficou conhecido o empresário Cláudio José de Oliveira, preso por estelionato e crimes financeiros, será transformada em viatura da Polícia Federal (PF). O superesportivo foi apreendido em julho durante a Operação Daemon, que apurava possíveis fraudes envolvendo o Grupo Bitcoin Banco.

O carro, um modelo Gallardo LP 560-4, tem motor de 10 cilindros e 560 cv de potência, chegando aos 100 km/h em apenas 3,7 segundos. Ele já foi estilizado com as cores e o distintivo da instituição, como mostram as fotos divulgadas pela PF do Paraná.

A nova viatura da PF pode chegar a 325 km/h.A nova viatura da PF pode chegar a 325 km/h.Fonte:  Instagram/PFParaná 

Mesmo com todo esse desempenho, o veículo não fará parte das ações rotineiras da polícia, executadas com os modelos convencionais. A viatura Lamborghini aparecerá apenas em exposições, eventos e ações pedagógicas de repressão ao crime organizado.

O carro já foi customizado pela instituição.O carro já foi customizado pela instituição.Fonte:  Instagram/PFParaná 

Ainda segundo a PF, o luxuoso esportivo foi cedido de maneira provisória, sendo devolvido posteriormente ao Poder Judiciário para a realização de leilão. O dinheiro arrecadado com a venda do automóvel, avaliado em R$ 800 mil, será destinado às pessoas prejudicadas pelas ações do grupo criminoso investigado.

Fraude bilionária

Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Oliveira é acusado de cometer fraude em simulações de negociações de criptomoedas que causou prejuízo estimado em R$ 1,5 bilhão. As investigações indicam que 7 mil pessoas teriam sido vítimas de golpes aplicados pelas corretoras do réu.

Em 2019, o “Rei do Bitcoin” disse que as suas corretoras haviam sido alvo de um ataque cibernético, bloqueando os valores dos investidores. Porém, as autoridades desconfiaram que a invasão era falsa e começaram a investigá-la.

A Lamborghini Gallardo foi apenas um dos carros de luxo confiscados durante a operação, no mês passado. Outros itens, como carteiras físicas de criptomoedas, bolos de dinheiro, joias e bolsas, também acabaram apreendidos na ação.

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