Empresa chinesa perde US$ 16 bilhões por conta de poesia milenar

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A companhia chinesa Meituan Dianping, pioneira na digitalização da venda de serviços offline, como compra de comida em restaurantes, reservas em hotéis e contratação de seguros online, perdeu US$ 16 bilhões (cerca de R$ 84 bilhões) na bolsa de Hong Kong, após o seu CEO, Wang Xing, publicar uma poesia na rede social Fanfou.

O post, que aconteceu no começo de maio, continha trechos de um poema chinês escrito há mais de mil anos, na dinastia Tang. O problema, contudo, era a crítica feita à censura praticada pelo primeiro imperador da China, Qin Shihuang.

Rapidamente, aquilo foi interpretado como uma oposição ao governo chinês atual, embora não houvessem confirmações do empresário. Apesar disso, mais de 4,2 milhões de pessoas comentaram o post neste sentido, informa a consultoria Enlightment.

Ações da empresa desvalorizam

a  Bloomberg/Reprodução 

Em abril, promotores chinesas abriram uma investigação contra a Meituan Dianping e outras empresas por possíveis práticas monopolistas. Caso a suspeita seja confirmada, a Big Tech terá que desembolsar US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,2 bilhões, na conversão do dia).

A confiança dos investidores, que já estava afetada pela investigação, diminuiu ainda mais com a publicação do CEO. Em um único pregão, os ativos da empresa despencaram mais de US$ 16 bilhões em valor (R$ 85 bilhões aproximados).

Diante de tamanha repercussão, Wang decidiu apagar a publicação, esclarecendo que a poesia era, na verdade, uma referência aos desafios de empreender em ambientes competitivos. Ao observarmos a perda financeira da companhia, bem como a tentativa de "redenção" do CEO, fica evidente que, para ser bem sucedido na China, é preciso estar alinhado com o governo.

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