A International Data Corporation (IDC) liberou na última quarta-feira (12) seu relatório sobre o mercado de smartphones na Europa, na África e no Oriente Médio. Os dados mostram que a concentração de volume de aparelhos caiu 3,3% no 1º trimestre deste ano se comparado ao mesmo período de 2018. Ao todo foram 83,7 milhões de unidades circulando.

Apesar do cenário de retrocesso geral, das já conhecidas dificuldades da Apple em se sobressair na China e Índia e sua queda nas vendas de aparelhos no mundo todo, a Maçã não teve apenas um trimestre ruim: foi o seu pior resultado em 5 anos na Europa, com apenas 15% de participação no mercado. A queda de embarques regionais de iPhones foi de 23% em relação ao ano passado.

Marcas chinesas em vantagem

Enquanto isso, as chinesas Huawei e Xiaomi registraram um aumento de cerca de 66% e 33% respectivamente. O que espanta é que a Apple, em 3º lugar no ranking, vendeu apenas 7,8 milhões de unidades, enquanto a Huawei, 2ª colocada, comercializou 13,5 milhões de smartphones.

Essa disparidade de 5,7 milhões de aparelhos era de quase metade em 2018: 2,1 milhões, mas de vantagem para a Maçã.

Futuro incerto da Huawei

Porém, com o recente boicote de Trump à Huawei alegando possíveis vendas de informação ao governo chinês, é impossível prever se a marca seguirá no 2º lugar, já que suas vendas começaram a cair depois do anúncio realizado na metade de maio. Portanto, há uma grande chance de a Apple recuperar o 2º lugar no pódio, já que existe uma pressão dos Estados Unidos para que seus aliados parem de aceitar a comercialização de artigos da chinesa.

A Samsung segue líder de vendas, com uma fatia de 29% do mercado europeu, mesmo tendo sofrido uma queda de quase 7%. E é bem provável que seu reinado não termine em breve.

O grande crescimento de vendas da Xiaomi retribuiu à marca, fundada em 2010, 5,55% do mercado europeu. 

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