Após sete anos de uma disputa judicial pela utilização da marca “ipad”, o tribunal decidiu a favor da Maçã. A empresa de armazenamento em nuvem RXD Media vinha usando o nome ipad dois anos antes da Apple lançar o icônico iPad. A marca era usada como parte de sua plataforma IPAD.mobi. A Apple lançou o ultra popular iPad, em abril de 2010. Dois anos depois, a RXD entrou com um processo na justiça alegando que o produto da Apple estava confundindo seus clientes.

Para o juiz, nenhuma das duas empresas apresentou provas convincentes o bastante: nem a RXD, com a acusação, nem a Apple, com a defesa. A documentação fornecida diz que ambas as empresas focaram apenas em coletar testemunhos e outras evidências, como se o juiz tivesse que interpretar esses dados como provas por si só.

Fonte: Frankie Valentine/Unplash

Basicamente, a RXD não podia processar a Apple pela infração de marcas registradas porque ela usava o nome ipad como uma designação de serviço, e não como um produto. Além do mais, as empresas atuam em segmentos distintos, sendo que a RXD é tão menor que a Apple que a palavra “ipad”, neste caso, jamais representaria uma situação de concorrência entre as duas empresas.

Depois do sucesso do iPad no mercado de tablets, a RXD passou a ressaltar o uso da marca colocando-a, inclusive, no endereço online da companhia, o que fez a Apple rebatê-la afirmando que quem estava tentando tirar proveito do êxito alheio era a RXD e não o contrário. O juiz concordou com o argumento da Apple, o que lhe deu certa vantagem.

No final das contas, apesar de parecer que a decisão favoreceu a Apple, parece que o argumento da acusação era fraco demais para ser levado adiante. Sendo assim, os juiz decidiu deixar as coisas como elas estão.

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