Quando surge uma nova mídia de reprodução e gravação de dados, várias empresas criam formatos diferentes e tentam ao máximo buscar o apoio da indústria e do consumidor. Normalmente só uma de cada geração é que sai a vencedora, enquanto várias outras são derrotadas e caem no esquecimento.

É sobre essas derrotadas que a gente vai falar agora — e de muitas delas você talvez nunca tenha ouvido falar. Se você curtiu o conteúdo, não se esqueça de se inscrever no canal do TecMundo no YouTube para mais vídeos como esse.

1) Betamax

A Sony lançou as Betamax, ou fitas Beta, em 1975, um ano antes da grande rival VHS. Esse formato trazia uma qualidade de imagem melhor que a concorrente e foi bastante usado em emissoras de TV nos anos 80. Só que ele também tinha muitos pontos negativos, como exigir demais do televisor e do aparelho reprodutor, além de só suportar uma hora de gravação.

Uma fita.

A Sony ainda era bem mais difícil na negociação, enquanto o VHS era licenciado por máximo de marcas possível. Ele ainda já nasceu gravando duas horas de conteúdo, o que foi o golpe mortal. O Betamax teve gravadores descontinuados em 2002 e as fitas existiram até 2016.

2) VHD

A sigla pra Video High Density foi um formato lançado pela JVC no Japão em 1983. Esse é um pouco obscuro porque nasceu de forma limitada e tinha um formato de funcionamento bem peculiar. O aparelho de leitura usava uma agulha, e o disco ficava dentro de um cartucho. Você colocava o cartucho na ponta do reprodutor, ele “puxava” o disco pra dentro e devolvia na hora de você guardar o VHD.

Uma coleção de discos.

A tecnologia principal era a capacidade de ser interativo, e o MSX apostou nesse formato com alguns jogos lançados. O formato morreu já no fim dos anos 80, e a produção acabou de vez no começo da década seguinte.

3) Laserdisc

Muito antes do CD, havia o Laserdisc. Esse formato foi o primeiro que usou discos ópticos compactos e nasceu de uma parceria entre Philips, MCA e Pioneer em 1978. Os discos foram usados pra músicas, filmes e até jogos, como Dragon’s Lair. Ela foi considerada o futuro pela definição e tecnologia de gravação e durou vários anos, mas também tinha muitos problemas.

Uma mulher segurando um CD.

Os discos eram enormes e exigiam aparelhos muito caros pra época, sem contar que as marcas responsáveis não lançaram um gravador acessível ao público. O formato foi bem mais popular no Japão que no resto do mundo e foi descontinuado só no fim de 2001. Pelo menos a tecnologia foi a base pro que veio a ser os CDs e DVDs.

4) MiniDisc

O MiniDisc, ou MD, é outro formato da Sony que perdeu a batalha de mídias e acabou esquecido. Ele saiu em 1992 e, como o próprio nome já diz, é um disco em miniatura pra armazenar dados. Como trunfo, ele era mais poderoso que as fitas cassete e podia ser gravado pelo público, coisa que o CD demorou anos pra liberar.

Uma coleção de discos.

A Sony fez uma campanha de marketing baseada em ele ser um formato cool, jovem e pros verdadeiros amantes da música em alta definição. Só que os aparelhos eram caros e as pessoas estavam satisfeitas com os outros formatos, sem contar que o lançamento do iPod começou rapidamente a matar tocadores portáteis de mídias físicas. A Sony encerrou a produção dos MiniDisks em 2013 e parou de lançar walkmans com esse formato dois anos antes.

5) Cartucho (Stereo 8)

O formato Stereo 8 é um cartucho baseado em fitas magnéticas. Ele é um pouco maior que as fitas cassete tradicionais e também era destinado pra reproduzir áudio. Eles só existiam pré-gravados, permitiam conteúdos extras de discos e eram divididos em oito pistas.

Uma coleção de fitas.

Só que esses cartuchos eram mais populares em sistemas em carros, com sistemas portáteis aparecendo bem depois. A ideia nasceu em 1964 e chegou a ter um sucesso relativo, mas perdeu a guerra pras boas e velhas fitinhas, sendo descontinuada nos anos 90. Hoje, lançamentos de bandas em Stereo 8 são raridades em sebos e sites de leilão.

6) VCD

O Video CD, ou VCD, foi uma tentativa de padronizar a reprodução de áudio e vídeo em alta definição usando discos compactos. Ele nasceu em 93 com uma parceria entre Sony, Philips, Panasonic e JVC. O VCD tinha um método de compressão diferente, de menor duração e de menor qualidade que o DVD, mas era compatível nos players do rival.

Uma logo.

Os aparelhos não venderam bem no ocidente e logo as mídias também foram derrotadas. Ele foi um sucesso maior na Ásia do que no resto do mundo e foi derrotado de vez pelo CD regravável, pelo próprio DVD e pelo streaming de vídeo em sites e serviços. Só que a diferença é que ele não foi totalmente descontinuado, sobrevivendo como um formato de vídeo de baixo custo.

7) HD DVD

Esse formato perdeu a última grande batalha de mídias físicas. O High Definition Digital Versatile Disc era uma criação da Toshiba e seria, é claro, a sucessora do DVD. O lançamento foi em 2006 e envolveu até o lançamento de um player da Microsoft pro Xbox 360. O grande problema aqui foi a intensa negociação com estúdios de cinema, como a Warner Bros, além de lojas do varejo e fabricantes de aparelhos reprodutores.

Um aparelho de DVD.

Elas ficaram bem divididas no começo, mas pouco a pouco foram migrando pro Blu-Ray, dando uma suada vitória pra Sony depois de tantas derrotas na guerra dos formatos. Ele foi abandonado de vez já em 2008.

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