As coisas andam no mínimo turbulentas para a Qualcomm no mercado asiático. Pouco tempo depois de ser multada em US$ 773 milhões (R$ 2,4 bilhões) por conta de violações às leis antitruste de Taiwan, a empresa agora parte para o ataque no país vizinho, a China. De acordo com a Bloomberg, a fabricante acaba de mover uma ação contra a Apple na Justiça chinesa.

O processo busca proibir completamente a produção e a venda de iPhones por lá. O motivo disso? Uma briga entre as duas marcas que se estende desde pelo menos janeiro deste ano. Inicialmente, foi um órgão do governo quem repreendeu a Qualcomm, alegando que a companhia estava forçando a Empresa da Maçã a usar alguns de seus chips pagando um preço bem mais alto que o normal pelo licenciamento das patentes.

Pouco depois disso, a Apple partiu para a guerra franca contra a antiga parceira. Primeiro, ela moveu uma ação que buscava ressarcimentos na casa de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 3,14 bilhões). Depois, simplesmente parou de pagar os royalties do negócio para a Qualcomm, além de instruir seus fornecedores a também seguirem em frente com o “calote”.

Segundo o portal de notícias, a Qualcomm teria tentado acalmar os ânimos, dizendo que a ameaça era infundada e que esperava que os negócios continuassem fluindo bem como sempre, mas que, se fosse necessário entraria com um contra processo em cima da Apple. Como dá para perceber, a conversa não deu certo e a fabricante de chips tentou impedir a comercialização dos iPhones tanto nos EUA quanto na China.

A tecnologia da Qualcomm custa um bocado para a Apple

Ok, mas toda essa treta vale o esforço e o dinheiro gasto com os trâmites legais? Bem, para a turma de Tim Cook, a resposta é um sonoro sim. Isso porque a tecnologia da Qualcomm custa um bocado para a Apple. Mais exatamente US$ 18 por chip mais uma taxa de 5% em cima do preço de venda de cada celular. Ainda não se sabe se os smartphones da marca serão banidos da China, mas essa seria uma perda ainda maior para a Maçã.

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