Quando o Uber começou a se popularizar, não faltaram protestos ao redor do globo de taxistas comentando que isso seria uma forma de projetar uma concorrência desleal e até mesmo alguns ataques diretos. Pouco tempo depois o Airbnb despontou para muitos como uma excelente opção para buscar hospedagem alternativa, portanto era apenas questão de tempo para que os hotéis atacassem o serviço de alguma forma – e isso aconteceu recentemente.

O vídeo que você confere na abertura desta notícia foi feito pela Hotel Association of New York City, e sugere que esse tipo de hospedagem pode ser utilizado por terroristas como Salman Abedi, responsável pelo ataque com bomba ocorrido em Manchester em maio. Também há relatos de que Abedi recebeu pacotes de bomba no endereço em que estava, mas parece que essa informação está desencontrada.

Para os que estão curiosos, essa campanha custou cerca de US$ 500 mil à organização, e foi veiculada por 10 dias durante a manhã e o começo da noite em canais como Fox News, CNN e MSNBC.

Com a palavra, a Airbnb

Pouco tempo depois, a Airbnb divulgou um vídeo para responder o ataque sofrido. Intitulado “Scare Tactics” (em uma tradução literal, tática de medo), ele traz o depoimento de um host do serviço que usa o dinheiro obtido com o aluguel de sua casa para complementar a sua renda.

“O fato é que o Airbnb não tinha nada a ver com os trágicos eventos em Manchester e nós somos uma das companhias de hospitalidade que possui um background de verificação de todos os residentes dos Estados Unidos, tanto donos de casa como pessoas que buscam hospedagem”, comentou Peter Schottenfels, porta-voz do Airbnb, ao Daily News. Aliás, ele também ressaltou que os responsáveis pelos ataques de 11 de setembro e de Paris ficaram hospedados em hotéis.

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