A Apple tem o hábito de se envolver em disputas judiciais que parecem não terminar nunca. Após duelar com a Samsung, a Maçã agora se engalfinha nos tribunais com a Qualcomm, e o embate diante dos magistrados parece estar longe de um desfecho. Isso porque a fabricante de processadores está movendo um novo processo contra a sua antiga parceira por suposta violação de patentes.

Desta vez, a Qualcomm acusa a Apple de infringir seis de suas patentes, entre elas algumas responsáveis por aprimorar a vida útil de uma bateria. Diante disso, a companhia canadense quer reparação financeira por isso. Na opinião do vice-presidente executivo da empresa Don Rosenberg, “a Apple continua a utilizar tecnologia da Qualcomm enquanto se recusa a pagar por ela.”

Em última instância, porém, a fabricante de processadores pede à Justiça que investigue exatamente quais iPhones utilizam chips de marcas rivais a fim de suspender as importações dos smartphones que configurarem violação de patentes. Ainda não fica claro quantos dispositivos seriam atingidos neste caso, mas dá para supor que seria um duro golpe para a Apple.

Apple se defende

Em comunicado, a Maçã afirmou reconhecer o valor de uma propriedade intelectual, mas afirmou mais uma vez que a Qualcomm nada tem a ver com o sucesso do iPhone. Além disso, a companhia que recorreu à Justiça apensa porque a Qualcomm se recusou a negociar.

Apple não acredita que a Qualcomm tem participação significativa nos sucessos tecnológicos alcançados pelo iPhone

“Nós acreditamos profundamente no valor da propriedade intelectual, mas não deveríamos ter de pagá-los por tecnologias inovadoras com as quais eles não têm nada a ver”, afirmou a Apple. “Sempre estivemos dispostos a pagar uma quantia justa pelo padrão tecnológico utilizado em nossos produtos e, desde que eles se recusaram a negociar em termos razoáveis, nós recorremos à Justiça por ajuda.”

Entenda o caso

Em janeiro deste ano, a Apple processou a Qualcomm acusando a empresa de sobrevalorizar o preço de suas licenças. A Maçã reclamava oficialmente e na Justiça da prática da fornecedora de cobrar royalties para licenciar uma tecnologia e, depois, uma taxa extra sempre que um aparelho no qual ela está presente é vendido.

Em abril, a Qualcomm contra-atacou e também processou a Apple, acusou a empresa de limitar de propósito o desempenho de seus aparelhos com chips da Qualcomm a fim de equipará-los com aqueles movidos a chips Intel e pediu reparação de danos. No mesmo mês, a Apple resolve suspender o pagamento dos royalties até que a Justiça tome uma decisão.

Em junho, a Apple se posicionou publicamente e outra vez acusou o modelo de negócios da Qualcomm de ser ilegal. A rival canadense respondeu, também publicamente, que o valor de royalty por dispositivo cobrado pela Qualcomm “é menos do que a Apple cobra por um simples adaptador de tomada.”

Enfim, tudo ainda está bem distante de um final feliz para qualquer um dos lados envolvidos neste duelo.

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