Todo o ano é praticamente a mesma coisa: a cada novo iPhone lançado, analistas preveem que a Apple simplesmente não vai ser capaz de manter essa marca por muito mais tempo. Então, o novo celular sai e... vende ainda mais do que seu anterior. Logo, a maioria das pessoas, de início, iria ignorar mais uma dessas previsões surgidas recentemente – isso não fosse o fato de os números virem de ninguém menos do que Katy Huberty, uma das analistas mais conceituadas no mercado.

Segundo informações divulgadas pela empresa Morgan Stanley através do site Business Insider, Katy prevê que as vendas do iPhone devem cair em 5,7%, no ano fiscal de 2016, e em 2,9%, no ano de 2016. Assim, o smartphone da Maçã alcançaria apenas 218 milhões de unidades vendidas no ano fiscal.

Os números, vale notar, vão de encontro com o que a própria analista havia dito anteriormente sobre o assunto, com uma previsão de crescimento para 247 milhões no ano fiscal de 2016. O porquê da mudança de opinião? Segundo ela, “maiores preços em mercados internacionais (ex-China) e uma maturação da penetração de smartphones em mercados desenvolvidos pesam nas atualizações e no crescimento de novos usuários”.

Início da queda ou preocupação exagerada?

A queda nos números pode não parecer tão grande, mas ainda assim pode ser apenas o primeiro sinal de problemas para a Apple – afinal, essa seria a primeira vez que quedas nas vendas seriam registradas desde que o iPhone original chegou às prateleiras.

É importante lembrar também que os smartphones da Apple são sua principal fonte de lucros – representando dois terços da receita da empresa, mais precisamente. Logo, uma diminuição nas vendas pode afetar drasticamente o quadro da empresa. Por outro lado, Katy também espera um crescimento pequeno na receita da Maçã, de 2%, graças a produtos como o Apple Watch e a Apple TV.

Embora seja impossível negar os pontos trazidos por ela, também vale lembrar que a Apple está se saindo incrivelmente bem com seus lançamentos. Mesmo não tendo uma taxa de adoção tão grande nas semanas iniciais quanto seus antecessores, por exemplo, os iPhones 6s e 6s Plus bateram recordes nas vendas, com mais de 13 milhões de unidades vendidas.

Maiores preços em mercados internacionais e uma maturação da penetração de smartphones em mercados desenvolvidos pesam nas atualizações e no crescimento de novos usuários para o iPhone

Além disso, a enorme porcentagem de donos de aparelhos Android a trocarem para a plataforma iOS, como relatado recentemente, pode ser uma maneira como a empresa compensaria a diminuição no número de fãs da Apple dispostos a um novo upgrade tão cedo.

Tudo isso, no entanto, leva a um ponto comum nas previsões dos analistas: vai ser cada vez mais difícil para a companhia continuar se superando. Nessas horas, o velho ditado que diz “quanto maior o tamanho, maior a queda” pode valer para a empresa – e ela definitivamente não seria a primeira no mercado a passar por isso nos últimos anos.

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