Processos médicos não invasivos são o futuro da medicina. É que, além das injeções que prometem aposentar as temíveis agulhas, um “nariz eletrônico” capaz de identificar doenças vai estar disponível em hospitais dentro dos próximos cinco anos. Quem faz afirmação são pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália.

Responsáveis por desenvolver um instrumento que analisa frequências de luz por meio de raios laser, os cientistas dizem ser possível "cheirar" doenças como diabetes, infecções e até mesmo câncer através da análise da respiração das pessoas. O “laserlyzer” dispara cerca de um milhão de frequências sobre o gás e, devido à reflexão e concentração particular das moléculas, é capaz de “farejar” a deficiência.

Mas, afinal, como o aparelho funciona? É que cada doença possui uma “impressão digital molecular”, e como essas moléculas absorvem e refletem frequências diferentes de luz, um tipo de “raio x” é batido pelo nariz eletrônico. “Em vez de farejar uma variedade de cheiros como um cão, o aparelho a laser usa a luz para ‘sentir’ o conjunto de moléculas que está presente na amostra”, explica James Anstie, um dos autores do estudo.

Vale lembrar que aparelhos que detectam doenças a partir de gases existem desde a década de 1980 – a maioria deles, porém, se vale se tecnologias de sensores microscópicos que tentam imitar receptores nasais. A invenção dos pesquisadores australianos faz a leitura da “impressão digital” das moléculas por meio da identificação de frequências de luz. Anstie afirma que até mesmo aplicações na área da meteorologia e química de gases podem ser desenvolvidas. Mais informações podem ser conferidas por meio deste link, em inglês.

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