Tecnologias dedicadas ao gerenciamento e lançamento de satélites não são exatamente novidades – os EUA, por exemplo, já desenvolveram um projeto de drone capaz de colocar estações de comunicação em órbita. Então qual seria a "corrida espacial" da vez? O próximo passo da humanidade em pleno vácuo parece estar relacionado à “colonização robótica” de órbitas: como criar redes de comunicação eficazes, capazes de funcionar em outro planeta?

Os empresários Richard Branson, fundador do grupo Virgin, e Elon Musk, CEO da SpaceX, começaram o ano de 2015 revelando ao mundo seus pretensiosos planos. Conjuntos de satélites que vão prover acesso à internet a uma velocidade tão rápida como a oferecida pelo atual sistema de cabos ópticos são as intenções de ambos os bilionários visionários.

OneWeb

Sob o nome de OneWeb, o projeto de Branson é fruto de uma parceria entre a fabricante de chips Qualcomm e Virgin. A ideia é criar “a maior constelação de satélites do mundo” para o acesso a telefone e à internet para bilhões de pessoas de todo o globo. Ao todo, 648 pequenos satélites seriam lançados à órbita através do programa privado Launcher One.

O Launcher One foi apresentado por Branson em 2012 e funciona como uma plataforma de transporte de satélites. A aeronave é capaz de depositar uma carga de até 230 Kg a 15 Km de altura – a demonstração do sistema de depósito pode ser conferida acima. De acordo com o empresário, o programa iria “ajudar a fazer lançamentos frequentes de satélites a um custo reduzido e de forma segura”.

Elon Musk também quer dominar os céus

A ideia de Musk é soltar à órbita do planeta também em torno de 700 satélites; o investimento será de cerca de US$ 10 bilhões. O arranjo das máquinas seria feito de tal forma que a velocidade da internet poderia superar até mesmo as mais rápidas conexões existentes; o objetivo seria concorrer de frente com as redes de fibra óptica. Mas as pretensões do empresário são ainda maiores.

E que tal levar o sistema a Marte? Elon Musk já manifestou sua intenção de construir uma colônia sobre o solo do Planeta Vermelho antes, é verdade. Deste modo, pode-se dizer que a rede dos 700 satélites poderia funcionar como um projeto piloto à implementação do sistema de comunicação extraterrestre.

O nome da nova empreitada é ainda desconhecido, mas novidades deverão ser publicadas em breve – em torno de 60 pessoas vão começar a trabalhar nos escritórios da SpaceX; o quadro de funcionários vai “aumentar drasticamente” dentro dos próximos anos, conforme esclarecido pelo próprio empresário.

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