(Fonte da imagem: Reprodução/Darpa)

Alçar satélites à órbita da Terra é um processo um tanto mais oneroso do que uma cabeça leiga poderia considerar. De fato, trata-se de varas centenas de milhões de dólares em um lançamento típico. Mas a DARPA (Agência de Projetos Avançados de Pesquisa de Defesa, na sigla em inglês) pretende tornar a tarefa drasticamente menos custosa. Como? Utilizando um enorme drone, o XS-1, o qual deve deixar os atuais modelos corados.

De acordo com a proposta, os processos atuais devem se tornar completamente obsoletos — com seus vários meses de preparação e quantias astronômicas despendidas por lançamento. “Nós queremos utilizar tecnologias comprovadas para criar um sistema de transporte espacial confiável, de baixo custo e que possa ser recuperado em apenas um dia”, disse o responsável pelo drone em release oficial.

Por enquanto, só no papel

É claro que a maior parte do projeto ainda não saiu do papel. “Como isso será configurado, como ele será lançado e como retornará, isso tudo ainda está sobre a mesa — nós buscamos as soluções mais práticas e criativas que seja possível.”

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Dessa forma, a fim de coletar as melhores ideias, a DARPA organizará um fórum aberto no dia 7 de outubro, ocasião em que diversos designers devem apresentar projetos possíveis para a concretização do XS-1. Entretanto, propostas devem atentar para os seguintes critérios:

“As metas técnicas principais do XS-1 incluem a capacidade de voar dez vezes em dez dias, de atingir velocidade de Mach 10 ou superior pelo menos uma vez e de lançar uma quantidade substancial de material em órbita. O programa também busca reduzir os custos de acesso ao espaço para cargas menores (entre 3 mil libras e 5 mil libras) em pelo menos dez vezes, custando menos de US$ 5 milhões por voo.”

Um drone com dois motores

Não se pode dizer, entretanto, que a DARPA esteja apenas com um papel em branco sobre a mesa. De fato, pelo menos um conceito inicial já foi proposto, o qual seria formado por duas partes: um motor que aceleraria o veículo até velocidades hipersônicas e faria a estrutura alcançar alturas suborbitais; e um segundo que seria desconectado do drone, tendo a incumbência de colocar, com precisão, a carga em órbita.

Em seguida, o primeiro estágio seria então remetido de volta à Terra para ser reabastecido, recarregado e relançado imediatamente. Naturalmente, todo o processo deveria ocorrer de forma autônoma. De qualquer forma, mesmo um protótipo do XS-1 não deve se concretizar antes de vários anos, ou mesmo décadas.