LimeWire: lendário programa de músicas volta como loja de NFTs

1 min de leitura
Imagem de: LimeWire: lendário programa de músicas volta como loja de NFTs
Imagem: LimeWire
Avatar do autor

Você se lembra do LimeWire? O lendário programa para baixar músicas e álbuns inteiros, que foi um dos mais populares em termos de pirataria no início dos anos 2000, está de volta.

Após 12 anos fora do ar, o serviço anunciou o retorno para maio de 2022, mas sob um modelo de negócios completamente legalizado e diferente. Em vez de permitir o download de arquivos MP3, ele agora será uma loja de negociação entre terceirizados de tokens não-fungíveis (NFTs).

A atual página principal do LimeWire, já com nova identidade.A atual página principal do LimeWire, já com nova identidade.Fonte:  LimeWire 

O relançamento está programado para maio deste ano e, por enquanto, não há muitos detalhes sobre a interface e como o LimeWire vai operar.

Entretanto, a nova equipe responsável confirmou que a comercialização será em dólares, não em alguma criptomoeda, e que o foco dos itens continuará no mercado da música — porém envolvendo edições limitadas, demos e artes digitais de artistas, por exemplo.

O visual clássico do LimeWire em seus tempos áureos.O visual clássico do LimeWire em seus tempos áureos.Fonte:  Baixaki 

Os novos donos da marca são os irmãos de origem austríaca Julian e Paul Zehetmayr, que compraram os direitos pelo serviço em 2021. Para os próximos meses, eles pretendem conseguir mais investimentos antes do relançamento a partir de fundos privados e da comercialização de um token interno.

A dupla planeja ainda o lançamento exclusivo de músicas a partir de contratos com artistas e, até o fim do ano, a expansão para a indústria do cinema.

Do céu ao inferno

O LimeWire fechou as portas em 26 de outubro de 2010 após uma decisão de tribunais dos Estados Unidos que julgava processos movidos por gravadoras do país. Até aquele momento, ele era um dos favoritos da comunidade para o download P2P (peer-to-peer) de músicas, sucedendo programas como eMule e Kazaa.

Para encerrar a ação judicial, a companhia topou pagar US$ 105 milhões como acordo e indenizações, além de encerrar as atividades.

Você sabia que o TecMundo está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.