Decretada a morte do LimeWire

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Imagem exibida na página oficial do LimeWire avisa sobre decisão judicial.

Pouco mais de 10 anos após o lançamento da versão inicial do LimeWire, as gravadoras norte-americanas finalmente conseguiram alcançar o objetivo de acabar com o programa. Ontem, 26 de outubro, o juiz norte-americano Kimba Wood decretou um embargo contra a companhia que opera o sistema de compartilhamento de arquivos, proibindo a realização de buscas, downloads, uploads e todas as demais funcionalidades incluídas no software.

Além de ter que cessar a distribuição do programa, a empresa responsável pelo LimeWire terá de bolar meios para dificultar a vida de quem ainda utiliza o programa. Segunda a ordem judicial, além de deixar de fornecer o download do software, a companhia terá de criar métodos para desestimular o compartilhamento de conteúdo protegido por quem já possui o programa instalado.

Na prática, isso significa o fim de um dos mais populares compartilhadores P2P da história, que já foi baixado mais de 42 milhões de vezes através do Baixaki. Devido à decisão judicial, nos próximos meses deve-se observar  a desmontagem da grande base de usuários acumulada pelo programa, seja pelo fim do suporte oficial ou por filtros de pesquisa que devem ser criados pela companhia – algo que deve inutilizar o software em pouco tempo.

Porém, quem utiliza o LimeWire não precisa entrar em desespero. Aparentemente, o FrostWire, versão alternativa do programa, continua funcionando. Clique aqui para acessar o programa e obter uma descrição completa de suas funcionalidades, além do link para baixá-lo.

LimeWire legalizado?

A ordem judicial também determina que os responsáveis pelo LimeWire devem providenciar meios de remover totalmente o programa das máquinas em que está instalado. Além disso, determina que, caso tente iniciar os trabalhos em uma versão diferenciada do programa, a companhia terá de obter a autorização legal das gravadoras.

Um dos mais populares serviços de compartilhamento P2P chegou ao fim.

Antes da decisão, o fundador do LimeWire, Mark Gordon, ofereceu um acordo às quatro maiores gravadoras norte-americanas, que previa a migração de conteúdo para o Spoon, programa de compartilhamento legalizado pouco conhecido. O objetivo era convencer aos usuários do LimeWire a migrar para um sistema no qual é preciso pagar uma mensalidade para ter direito a baixar arquivos.

Porém, as gravadoras não concordaram com a condição de que o LimeWire deveria permanecer um ano no ar enquanto a transição para o serviço pago era feita. Segundo elas, o programa representava um prejuízo de 500 milhões de dólares mensais, e não era possível esperar nem sequer um mês para que suas atividades fossem encerradas.

A companhia de Gordon ainda terá de enfrentar um processo da RIAA (Associação Americana da Indústria Fonográfica), que exige o pagamento de danos que podem ultrapassar US$ 1 bilhão. Mesmo com todas essas dificuldades, o LimeWire anunciou que já está desenvolvendo um novo programa, embora não tenha ficado claro se ele trabalhará através de assinaturas ou outro protocolo de compartilhamento.

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