YouTube é principal fonte de quem acredita em conspirações, diz estudo

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Pessoas que tendem a acreditar em notícias falsas que envolvem teorias da conspiração utilizam as redes sociais — especialmente o YouTube — como fonte principal de informações. Essa é a conclusão de um estudo científico realizado pelo King's College London, a partir de entrevistas realizadas no Reino Unido.

Segundo a pesquisa, quem consome notícias "primariamente por redes sociais" tem mais chances de acreditar em temas como a ligação entre o 5G e a COVID-19, que o coronavírus nem sequer existe ou que o número de mortos pela doença é manipulado por autoridades.

Além disso, o estudo confirmou que pessoas que creem menos nos dados oficiais são as mesmas que estão quebrando as regras de lockdown e isolamento social durante a pandemia. No caso do próprio Reino Unido, foram registrados até mesmo casos de antenas do 5G incendiadas e engenheiros atacados por grupos conspiracionistas, que acreditam em potenciais problemas de saúde ligados à conectividade móvel de nova geração. De acordo com as pesquisas mais recentes, não há problemas de saúde decorrentes dessa tecnologia.

De quem é a culpa?

Entre as redes, o YouTube foi considerada a pior fonte de disseminação de conspirações, seguido pelo Facebook. Ainda assim, a maioria dos entrevistados alegou que também consome notícias por veículos tradicionais. Ao todo, foram consultadas 2.254 pessoas com idade entre 16 e 70 anos, todas britânicas. O artigo foi revisado por pares científicos e publicado no periódico Psychological Medicine — você pode conferir o texto completo em inglês no site da revista.

O estudo é mais uma confirmação de que a plataforma de vídeos da Google tornou-se um palco de teorias conspiratórias, incluindo o terraplanismo, e que o algoritmo de recomendação da ferramenta ajuda na disseminação dessas correntes falsas. A empresa prometeu diminuir a visibilidade de alguns desses temas, como no caso do negacionismo das mudanças climáticas e da própria pandemia atual.

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