Banco de imagens muda para se proteger de algoritmo que apaga marca d’água

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Na última semana, a Google demonstrou em um artigo que o sistema de marcas d’água utilizados pela maioria dos bancos de imagens atualmente é facilmente driblável. Agora, um dos nomes mais populares do gênero, o Shutterstock acaba de anunciar mudanças justamente para corrigir algumas falhas apontadas pela Gigante da Web.

Basicamente, a companhia passa a adotar marcas d’água não padronizadas, que se utilizam de aprendizagem profunda para garantir a segurança da proteção. Com isso, as imagens não aparecem mais com um padrão identificável, dificultando significativamente a ação de algoritmos como aquele apresentado pela Google. E tudo isso sem prejudicar a qualidade da imagem exibida.

“O desafio era proteger as imagens sem degradar a qualidade da imagem”, afirmou o diretor de tecnologia da Shutterstock, Martin Brodbeck, em entrevista ao site The Next Web. “Mudar a opacidade e a localização de uma marca não a torna mais segura, contudo, modificar a sua geometria, sim.”

Dicas valiosas

Em suma, a empresa seguiu exatamente um dos conselhos dados pela Google na semana passada. Os pesquisadores de Mountain View haviam concluído que o fato de usar sempre o mesmo padrão de marca d’água permitia que algoritmos identificassem a marca de forma precisa, facilitando a sua remoção em apenas alguns instantes e de forma automática.

Assim, os especialistas recomendavam não uma simples alteração da posição da marca, mas, sim, pequenas alterações no formato da marca, o que obrigaria os algoritmos a identificar uma área maior para dar conta de todas as variações. Com isso, a remoção da marca não seria completa.

Shutterstock agiu rápido para se proteger de algoritmo que remove marcas d'água das fotos.

E essa foi a medida adotada pelo Shutterstock. As novas marcas já estão disponíveis em algumas imagens, como essa aqui em cima.

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