Pesquisadores da Google exibiram uma tecnologia capaz de remover marcas d’água de fotos, com certa facilidade. Padrão na indústria dos bancos de imagens e mesmo de fotógrafos independentes que querem proteger o seu trabalho contra o uso não autorizado, as marcas como usadas hoje em dia acabam por facilitar a vida dos algoritmos que pretendem removê-las das imagens.

Apresentada durante a CVPR 2017, uma conferência de reconhecimento de padrões e visão computacional, a tecnologia é capaz de realizar a remoção automaticamente, alcançado o objetivo final dentro de apenas alguns instantes. Basicamente, o algoritmo analisa um grande volume de imagens e identifica o padrão da marca d’água, encontrando assim as vulnerabilidades que podem ser exploradas ao longo do processo.

Como os bancos de imagens costumam repetir esses padrões em todas as imagens, o processo se torna ainda mais simples. Quando um computador analisa uma única fotografia, é difícil para ele compreender o que é foto e o que é marca d’água. Ao fazer isso em um grande volume de fotografias, ele consegue entender os padrões repetidos e apagá-los.

Padrões repetidos facilitam a vida do algoritmo que remove marcas d'água de fotografias

“Um fato negligenciado até agora é o de que as marcas d’água são comumente utilizadas de uma maneira consistente em muitas imagens”, escrevem os pesquisadores da Google. “Nós mostramos que essa consistência pode ser utilizada para inverter o processo de marcação — isto é, avaliar a imagem da marca e a sua opacidade para recuperar a imagem original, desmarcada, que há por baixo.”

Um sistema que precisa de reparos

Em postagem no blog de desenvolvedores da Google, os profissionais alertam que a intenção dessa exibição é justamente levantar o debate sobre a (in)segurança dos bancos de imagens na hora de tentar proteger o seu material. Para driblar esse aspecto, então, os pesquisadores indicam a utilização “perturbações geométricas aleatórias” à marca a fim de dificultar a sua remoção automática. Em suma, adicionar padrões que modificam a estrutura da marca de forma não repetitiva.

Marcação normal contra marcação deformada

“Essas deformações produzem uma imagem marcada que é bastante similar à original, mas, agora, se houver uma tentativa de remoção da marca, ela deixa resíduos bastante notáveis”, indicam os pesquisadores. Isso acontece porque o programa de computador não encontra um padrão único e, com isso, precisa estimar o campo ocupado pela deformação, tornando-se incapaz de remover a marca por completo.

Imagens com marcações "deformadas" se saem melhor na hora de evitar apagamentos automáticos

Google alerta que esse é apenas um método que pode fortalecer a marcação de imagens, porque há também outras maneiras ainda mais eficientes do que aquelas utilizadas atualmente pelos bancos e fotógrafos. É claro que, apesar de toda a tecnologia, os ninjas do Photoshop sempre terão à mão recursos para driblar as marcações feitas na fotografia, mas aí já é outra história.

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