Atualmente, está cada vez mais difícil dizer até onde a China vai no que diz respeito a fechar suas fronteiras virtuais e reforçar o Grande Firewall. Depois de promover uma série de medidas para restringir o uso de VPNs no país, o governo chinês está partindo para a censura franca na hora de impedir que seus cidadãos discutam assuntos considerados “sensíveis” pelas autoridades.

A mais recente estratégia nesse sentido surge pouco tempos após o governo impedir que postagens e conversas a respeito da morte do ativista Liu Xiaobo circulassem pela web local. Ao que parece, agora a China não quer depender apenas de órgãos internos de censura para casos como esse e decidiu “adestrar” as empresas estabelecidas por lá para que elas se tornem mais eficientes na tarefa de lidar com esse tipo de conteúdo reprovado pelos membros do alto escalão do Partido Comunista.

De acordo com a Reuters, o Ministério de Segurança Pública realizou uma espécie de curso intensivo para ensinar os provedores de internet e companhias com servidores locais a resolver com mais agilidade o problema de “sites menores disseminando informações nocivas para o público de forma ilegal”. Uma das empresas que atendeu a esse chamado foi a 21Vianet, que opera serviços como o Office 365 e a nuvem da Azure na China em nome da Microsoft.

O internauta chinês fica cada vez mais isolado do restante do mundo

Com essas e outras medidas, o internauta chinês fica cada vez mais isolado do restante do mundo – principalmente após a ordem dada pelo governo para que até mesmo as VPNs independentes fossem bloqueadas pelas telecoms locais. Além disso, esse controle absoluto das autoridades sobre a internet rende episódios surreais como a recente proibição da presença do ursinho Pooh nas redes sociais do país. O motivo? O personagem clássico estaria sendo utilizado para fazer graça com a imagem do presidente Xi Jinping.

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