É possível que você nem tenha reparado, mas já faz um bom tempo que a Intel não libera nada em termos de processador para os mercados que ela realmente domina: desktops e notebooks.

A fabricante já está trabalhando há quase um ano e meio com a mesma arquitetura (a Haswell), o que é bastante incomum, já que as atualizações acontecem em períodos que dificilmente ultrapassam os doze meses.

Entretanto, tivemos um pronunciamento recente referente ao atraso, no qual a empresa comunicou que tal delonga não alteraria o restante do cronograma de seus produtos. Bom, felizmente, agora temos mais detalhes sobre as futuras tecnologias dos chips Intel.

A arquitetura Broadwell é a próxima a ser disponibilizada para o público, o que deve acontecer no fim de março ou começo de abril. Trata-se de uma atualização para lapidar pequenos aspectos da Haswell, por isso não deve acontecer um salto muito grande em termos de processamento.

Nós já comentamos sobre as principais novidades da série Broadwell em várias notícias publicadas recentemente. Desta forma, neste artigo, vamos focar mais na série Skylake, que deve sair ainda em 2015 e trazer recursos ainda mais inovadores.

As mudanças mais óbvias

Para começo de conversa, a Skylake não mudará em termos de processo de fabricação, sendo que, assim como a Broadwell, a futura série de chips ainda será produzida com nanotecnologia de 14 nm. Considerando as mudanças internas, isso pode indicar que teremos chips com baixíssimo consumo de energia e boas temperaturas de trabalho.

É claro que as reais alterações acontecerão dentro das unidades de processamento. Assim como já aconteceu em gerações anteriores, a Intel atualizará o hub controlador de plataforma, o chip dedicado às conexões de rádio (WiFi e Bluetooth), o componente de redes LAN e também o elemento responsável pela tecnologia Thunderbolt.

Conforme era de se esperar, a futura linha de CPUs da Intel terá suporte à tecnologia de memórias DDR4 (mas é esperado que apenas alguns modelos sejam compatíveis), garantindo melhores taxas de transferência e menor consumo de energia.

Todas essas novidades somadas devem implicar em um arranjo diferente no interior do produto, o que também será notável no socket (pois é, o LGA 1150 deve ser aposentado). De acordo com as informações do WCCFTech, o padrão de pinagem será o LGA 1151 e haverá modelos compatíveis com BGA e LGA.

Também devido às modificações internas, os processadores Skylake necessitarão de novos chipsets. Os atuais Z97 e H97 — que ainda devem ser compatíveis com os chips Broadwell — serão abandonados, de modo que novas placas-mãe com componentes da série 100 entrarão no lugar, ou seja, prepare o bolso para trocar todo o conjunto (CPU + placa-mãe + RAM).

Novidades impactantes

É importante notar que a Intel tem mantido as informações do Skylake em segredo, sendo que nem tudo que aparece na web é totalmente verdade. Apesar disso, os detalhes revelados pelo WCCFTech merecem certa credibilidade, já que o site é especialista no assunto e liberou algumas especificações bem coerentes.

Uma das grandes mudanças do Skylake acontecerá no controle de tensão. Diferente dos antecessores que traziam um regulador dedicado (conhecido como FIVR) para tal função, a próxima geração de chips deve abandonar esse esquema, que teoricamente causa superaquecimento no processador.

Além disso, o Intel Core i7-6000 e seus congêneres devem trazer novos conjuntos de instruções, em uma versão atualizada do AVX (possivelmente a AVX 3.2/512F). Tal aprimoramento permitirá maior segurança na execução das funções criptográficas SHA-1 e SHA2, que habitualmente são comuns em softwares que usam protocolos TLS, SSL e SSH.

Outras melhorias em instruções devem garantir melhorias de performance e segurança. É o caso de tecnologias como Intel MPX (Memory Protection Extensions) e Intel ADX (Multi-Precision Add-Carry Instruction Extensions).

Obviamente, a arquitetura Skylake mostrará um salto considerável no quesito desempenho gráfico. Segundo os rumores mais quentes, os futuros chips terão até 128 MB de memória EDRAM em nível L4. A compatibilidade com o DirectX 12 é garantida, o que deve ser importante para os gamers que não pretendem investir em placas de vídeo offboard.

Quanto ao suporte para a tecnologia DDR4, vale aqui um pequeno adendo. Conforme o WCCFTech comenta, esta novidade deve estar presente apenas em uma pequena parcela de processadores, deixando espaço para modelos que serão compatíveis com módulos DDR3.

E o desempenho?

Considerando que ainda estamos tratando de uma geração de chips que está longe de ser disponibilizada para público e da qual muito do que sabemos são informações baseadas em rumores, é complicado determinar qual será o ganho em questão de performance dos componentes da série Skylake.

Se olharmos para o passado, dá para ter uma noção do que podemos aguardar para a futura geração de componentes. Os produtos da série Haswell, por exemplo, não chegaram sequer a apresentar um salto de processamento de 10% se comparados aos itens da linha antecessora. É importante colocar aqui que teremos uma série intermediária entre os atuais processadores e os dispositivos Skylake.

Considerando um salto semelhante para a arquitetura Broadwell (algo em torno de 7%) e chutando uma evolução de ordem parecida quando a linha Skylake chegar, podemos dizer que os processadores que serão lançados no fim de 2015 devem apresentar melhorias em torno de 15% se comparados aos dispositivos Haswell.

É claro, também é importante levar em conta que o maior ganho em performance deve ser notado apenas em 2016, quando os componentes Skylake-K chegarão aos consumidores. De qualquer forma, ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, até porque outras novidades podem surgir, e a Intel pode surpreender todo mundo.

O caminho até o lançamento da linha Skylake é longo, e veremos muitos outros chips nesse meio tempo. Você está ansioso para testar os próximos modelos da Intel? Será que valerá a pena atualizar toda a máquina (e gastar uma grana considerável) para obter melhor desempenho? Deixe sua opinião!

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