Na última semana, a GVT convidou um grupo de jornalistas para visitar a sua sede e conhecer a sua estrutura instalada em Curitiba, capital do Paraná. O TecMundo estava entre os convidados, e nós pudemos ver de perto como a empresa de telecomunicações se tornou uma das preferidas entre os brasileiros.

A GVT começou a operar ainda no ano de 2000 e foi uma empresa que sempre buscou a inovação e a qualidade dos serviços. Um exemplo disso é que ela foi a primeira a cobrar as ligações telefônicas por minutos em vez de “pulsos”, como as outras operadoras de telefonia faziam na época.

Para atender à demanda crescente de acesso à internet, a GVT também investiu muito em infraestrutura própria. Essa política sempre foi utilizada para oferecer produtos de qualidade para os clientes. A visão da empresa é ser o melhor provedor de serviços nos mercados-chave do país e, mesmo que ainda não tenha acontecido, ela já conseguiu chegar bem perto disso.

O modelo de construção da infraestrutura da GVT é baseado em armários, ou seja, em vez de ter uma central de distribuição localizada em um ponto da cidade, que passa os dados para as residências, a GVT utiliza armários posicionados estrategicamente em pontos-chave. Esses armários funcionam como hubs que garantem sempre a qualidade da transmissão.

Hoje a GVT já está presente em 20 estados brasileiros (além do Distrito Federal) e 156 cidades. Ao todo, a empresa conta com 3,1 milhões de clientes de banda larga e 850 mil clientes de TV. Isso deve render uma receita de R$ 5,5 bilhões para o ano de 2014.

Em termos de participação de mercado, a GVT detém 9,5 % do mercado de telefonia fixa, 12,7% do mercado nacional de banda larga e 4,2% dos usuários de TVs por assinatura.

Investimento em infraestrutura

Para garantir a expansão de seus negócios, a GVT segue aumentando a taxa de investimentos em infraestrutura: em 2004 foram 130 milhões; já em 2013, o valor investido no país foi de mais de 2 bilhões de reais, divididos em todas as áreas de atuação.

Manter tudo funcionando custa caro, pois a infraestrutura precisa ser atualizada constantemente. Para manter o padrão de qualidade e aumentar a capacidade de atendimento e de banda, frequentemente é preciso substituir parte do cabeamento por novos modelos – atualmente, a fibra óptica está sendo implantada na maioria das cidades atendidas pela GVT; em alguns locais, ela já substitui completamente o cabeamento de cobre.

A fibra óptica (GPON) tem uma série de vantagens sobre o cobre: um único armário é capaz de atender uma área muito maior. Enquanto o cobre chega a 800 m², a fibra pode chegar a 2 km².

Em se tratando de backbones, a GVT também investe pesado. Segundo Ricardo Sanfelice, VP de marketing e qualidade, a empresa acredita que é mais seguro desenvolver soluções próprias. Isso garante a qualidade do serviço e evita muitos problemas técnicos, além de permitir a ampliação da área de atuação sem a preocupação de depender de terceiros para isso.

E todos esses investimentos desde o início não foram em vão: a qualidade da internet da GVT foi recentemente comprovada pela Akamai, empresa americana de tecnologia que realiza análises trimestrais na velocidade média da banda larga em diversos países do mundo, inclusive no Brasil. Na última medição, os clientes GVT do país entraram na mesma faixa de regiões como o Japão, com uma taxa média de conexão de 14,9 Mbps. Para se ter uma ideia de como isso é importante, os Estados Unidos possuem uma taxa média de conexão de 11,4 Mbps.

A demanda por mais banda de conexão junto a serviços de streaming de vídeo como YouTube e Netflix também envolvem parcerias exclusivas com essas empresas. Entre elas estão operações de troca e cache, que têm por objetivo ficar mais próximas — fisicamente — dos clientes.

TV por assinatura com muitos canais em HD

No ano de 2012, a GVT passou a oferecer serviços de TV por assinatura. A empresa foi a primeira a trabalhar com um sistema de transmissão híbrido, que utiliza tanto satélites quanto a internet banda larga.

O sistema híbrido oferece uma série de vantagens para os assinantes, entre elas a possibilidade de recepção dos canais via IPTV e uma série de aplicativos inteligentes integrados no decodificador, como o Power Music Club, serviço desenvolvido em parceria com a Universal. Além disso, o sistema oferece integração com redes sociais como Instagram, Twitter ou Facebook.

Outra vantagem do sistema é que os clientes que utilizam os receptores híbridos não correm o risco de ficar sem o serviço caso a antena deixe de captar o sinal por causa de chuvas ou ventos fortes. Nessa situação, o sinal da TV sendo transmitido pela internet até que tudo se regularize. Para o futuro, a GVT pretende trabalhar somente com IPTV e descartar totalmente as antenas.

O sistema também já conta com programação personalizada, como o serviço “Outra Chance”, que oferece ao cliente a possibilidade de assistir a programas na hora que quiser.

Nessa linha também existe o On Demand, serviço que conta com milhares de filmes, séries e shows para alugar e assistir quantas vezes quiser em um período predeterminado.

Sistema de transmissão

Durante nossa visita à GVT também tivemos a oportunidade de visitar o teleporto, que é onde ficam as antenas de transmissão/recepção do sinal de TV por assinatura. Um amplo terreno é dedicado exclusivamente a acomodar uma grande quantidade de parabólicas, sendo que cada uma delas é responsável por se comunicar com um satélite diferente.

Depois de coletados, esses dados são processados, o que inclui a decodificação do canal e a separação de imagem, som e legendas. Em seguida, tudo é empacotado, configurado e criptografado no padrão de transmissão da GVT e, então, é enviado para os clientes.

A antena responsável pela transmissão dos dados para o satélite que vai distribuir o sinal para os clientes é essa grandona.

Expansão no país

A intenção da GVT sempre foi expandir os seus serviços para todo o Brasil. Contudo, esses passos precisam ser dados com calma. Ricardo Sanfelice relata que a empresa sempre busca mercados para expandir, mas isso acontece de forma lenta e gradual.

Sanfelice conta que uma grande surpresa foi a expansão para região Nordeste, em especial para a cidade de Fortaleza. Quando a GVT chegou lá, a oferta máxima de internet era de 1 MB. A GVT conseguiu levar aos clientes 15 MB por um valor equivalente à metade do que era cobrado pela outra operadora, resultando em uma mudança radical para os moradores da cidade.

O estudo de implantação da rede na maior cidade do país também foi feito com cuidado. A GVT entrou em São Paulo apenas em 2013, e em regiões específicas. De acordo com Sanfelice, essa expansão é delicada: “São Paulo é o maior mercado do país, não podemos errar lá”.

A expansão também envolve a oferta de outros produtos de tecnologia, como data centers, que podem ser utilizados por empresas de todos os portes que não querem investir em uma solução particular.

Foco em inovação

Manter-se sempre entre as primeiras posições é uma tarefa complicada, e é por isso que a GVT também investe constantemente em inovação e criatividade. O objetivo é fomentar novas oportunidades de negócio para garantir o crescimento e o investimento em novos produtos que tragam valor para os clientes e, consequentemente, mais lucro para a empresa.

Entre essas iniciativas está o GVT Labs, um espaço dedicado inteiramente à inovação. A ideia é criar um ambiente propício à criatividade — e a inspiração para isso é a Google, uma das empresas que mais se destacam nessa área em todo o mundo.

O sistema chega com foco em 5 modelos de negócios: Smart Home, Entretenimento, Monetização, Aplicativos e Smart Office. Todos os projetos desenvolvidos devem passar por quatro fases principais:

  1. Identificação de oportunidades;
  2. Análise de negócio;
  3. Desenvolvimento de projeto;
  4. Lançamento e incubação.

Muitos desses projetos contam com a participação de diversos grupos, incluindo empresas como Google, Microsoft e Huawei, além de universidades como PUCPR, UTFPR e UFPR. O GVT Labs também tem a intenção de promover o Espaço Inovação, que terá por objetivo disseminar ainda mais o progresso dentro da companhia.

Trabalhando na GVT

Uma empresa que prega a qualidade de serviço e a sustentabilidade deve prover esses serviços para os seus colaboradores. Pelo menos na sede do Jardim Botânico, em Curitiba, isso pôde ser comprovado.

Os escritórios da GVT funcionam com a ideia de espaço aberto, em que não há paredes ou divisórias (exceto em alguns pontos, como salas de reunião). Pelos corredores existem cadeiras, máquinas de café e de venda automática. É um ambiente espaçoso, bem iluminado e com uma bela vista do Jardim Botânico, um dos parques mais bonitos de Curitiba.

A GVT também trabalha com políticas de coleta de resíduos, diminuição no consumo de água e otimização do uso de eletricidade. Um exemplo disso são os elevadores inteligentes: em vez de apertar um botão para chamar o elevador, você digita o andar para o qual pretende ir. Se mais pessoas querem ir para lá, o sistema define qual elevador vai ser disponibilizado para levar todos ao mesmo tempo e evitar paradas desnecessárias.

Na GVT, o elevador é quem chama você.

A empresa também cuida da saúde dos colaboradores. Lá existem psicólogos e nutricionistas dedicados exclusivamente aos funcionários. As mulheres também devem ter em breve a facilidade de se consultar com ginecologistas sem precisar sair do trabalho.

Esses programas atendem a todas as sedes da empresa, incluindo Curitiba, São Paulo e Fortaleza. Apesar de nem todas as sedes serem tão modernas quanto a do Jardim Botânico, a maioria dos programas é compartilhada por todos.

A GVT possui, atualmente, 4 call centers no país, sendo que ao todo quase 5 mil pessoas trabalham lá exclusivamente para atendimento aos clientes. Segundo a empresa, cerca de 76% dos problemas são resolvidos sem que seja preciso enviar um técnico até a casa do cliente.

Para os casos em que isso não é possível, existe uma integração completa entre as equipes de atendimento e de campo para que tudo possa ser sincronizado. Os técnicos de campo podem ser contratados da própria GVT ou terceirizados, dependendo da região.

O sistema de monitoramento do Call Center da GVT, em Curitiba.

Apesar de não ser possível agradar a todos, a GVT comenta que trabalha continuamente para oferecer um suporte de qualidade aos seus clientes.

Planos para o futuro

A GVT, que pertencia ao grupo Francês Vivendi desde 2010, foi recentemente vendida para a espanhola Telefônica, que também detém a operadora de telefonia celular Vivo. Com a compra, a Telefônica passa a ser o maior grupo de telecomunicações do Brasil.

A transação deverá ser finalizada até a metade de 2015, mas antes precisa receber o aval dos órgãos brasileiros de regulamentação. Somente após esse período saberemos qual será o futuro das companhias.

Apesar disso, a GVT segue forte no seu rumo, e a empresa já tem planos de expansão e investimentos e infraestrutura para 2015, independentemente do resultado da venda para a Telefônica.

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