A Apple quer produzir seu próprio conteúdo exclusivo para a TV e o cinema. Os rumores vêm sendo ventilados nos bastidores de Hollywood há algum tempo e ganharam força recentemente. Nesta semana, o The Wall Street Journal revelou ter indícios de que a companhia realmente está de olho nesse mercado, especialmente devido às baixas nas vendas de iPhones e iPads em 2016.

De acordo com os relatos de insiders, a empresa vem conversando com veteranos do setor, em busca de roteiros originais e estratégias de negócios. A ideia seria produzir atrações autorais e viáveis no mainstream, como “Westworld”, da HBO, e “Stranger Things”, da Netflix.

"Westworld" foi aclamada pelo público e pela crítica

Essa investida também iria para as telonas, porém, isso ainda estaria apenas nos estágios preliminares e alguma novidade a respeito seria anunciada somente no final deste ano.

Maçã não quer bater de frente com Netflix e Amazon

A gigante de Cupertino estaria disposta a bancar um seriado capaz de agradar o público e gerar burburinho entre os críticos, como “Mr. Robot”. Entretanto, não injetaria os milhões e até bilhões necessários para competir com serviços de streaming como a Netflix, Amazon Prime Video ou TV a cabo premium.

A Apple já tem os direitos de uma versão com capítulos de 30 minutos do “Carpool Karaoke”, sessões de karaokê com celebridades, do programa “The Late Show with James Corden”, da CBS; e vem desenvolvendo “Vital Signs”, a história do rapper Dr. Dre, com estreia prevista para o segundo semestre.

Adele solta a voz no "Carpool Karaoke", atração da Apple no “The Late Show with James Corden”

Até houve aproximação com as emissoras CBS, Fox e o conglomerado Time-Warner nos últimos anos, mas nenhum acordo foi realizado. O que ela pretende fazer nos próximos meses antes de fechar os contratos é avaliar seu público em potencial — quantas pessoas assistem atrações originais e quais são seus dados demográficos, algo que a Netflix guarda a sete chaves.

Mudanças no modelo de negócios

A empresa tem interesse em deixar de ser essencialmente distribuidora de conteúdo de entretenimento audiovisual e também gerar seu próprio material. O objetivo? Bem, o setor que tradicionalmente traz mais lucros está em queda.

Apple Music cresceu 22% em 2016 mas terminou o ano com 20 milhões de assinantes, a metade do que tem o Spotify atualmente

Pela primeira vez em seis anos, o iPhone vendeu abaixo do esperado em seu lançamento. A competição na China está acirrada e a Apple Music, mesmo com crescimento de 22% em vendas de faixas, terminou o ano com 20 milhões de assinantes, metade da base do Spotify.

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