Em janeiro de 2015, um processo aberto por funcionários da área de tecnologia do Vale do Silício atingiu em cheio as gigantes da região: o grupo acusava Intel, Google, Apple e Adobe de limitar a mobilidade dessas pessoas entre as companhias, ou seja, impedir que uma contrate alguém que está empregado na outra.

Isso significa que uma série de pessoas não conseguia subir na carreira ou precisava procurar empregos em companhias menores só por causa desses acordos, que são ilegais. Desmontar equipes rivais contratando os funcionários para si, estabelecendo monopólio, também é proibido na legislação norte-americana pela chamada Lei Antitruste.

Essa novela, entretanto, está chegando ao fim. A juíza Lucy Koh, que cuida do caso, aceitou o valor de indenização proposto pelas empresas, fechado em US$ 415 milhões (cerca de R$ 1,24 bilhões). O valor anterior era de US$ 324 milhões e foi considerado insuficiente por Koh. Se aceita, a proposta faz com que o caso seja encerrado sem a necessidade de um julgamento — que poderia, na pior das hipóteses, sair bem mais caro para as companhias e ainda manchar a imagem de cada uma delas na indústria e entre sindicatos.

O próximo passo é convocar representantes das quatro companhias envolvidas e do setor dos trabalhadores para comentários finais e, enfim, uma última audiência, marcada para 9 de junho.
Ao todo, são cerca de 64 mil trabalhadores afetados pelo caso.

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