Em contraste com o atual cenário econômico do Brasil, em que o consumo não está em seus melhores momentos, a disponibilidade de produtos também passa por maus bocados. De acordo com um levantamento feito pela SIEVE, empresa especialista em inteligência de preços e sortimento, a disponibilidade média dos produtos dos e-commerces no Brasil foi de 56% no 1º trimestre de 2015.

Portanto, 44% dos produtos estavam indisponíveis na internet brasileira durante o referido período. A pesquisa foi realizada em parceria com a Keyscores e a E-commerce Brasil no período que vai de 1º de janeiro a 31 de março deste ano em 282 sites. Ao menos 1,1 milhão de URLs foram analisadas.

O que isso significa, na prática?

Esses produtos representam aquela frustração com a qual os consumidores se deparam ao abrir a página de um produto e visualizar a mensagem “produto temporariamente indisponível”. O alerta às vezes surge só no momento de conclusão da compra, já no carrinho.

Em sites com até 100 mil URLs cadastradas, o percentual de produtos disponíveis foi de 70%. Já em e-commerces entre 1 mil a 14 mil, a disponibilidade caiu para 65%. Na faixa de 15 mil a 49 mil URLs, o percentual foi o mesmo: 65%. Por fim, a queda foi maior nos sites que tinham mais de 50 mil endereços, com disponibilidade de 53%.

Luis Vabo Jr., CEO da SIEVE, falou sobre o desafio que o e-commerce tem em atender a essa demanda. “Tão relevante quanto manter os preços competitivos, outro grande desafio do e-commerce é manter o produto disponível. Se o consumidor se deparar com essa situação, vai optar por duas vias: procurar em outro site ou, então, informar o e-mail para que o site avise quando o item voltar ao estoque. Dificilmente a segunda opção é a escolhida", ponderou.

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