Se há algo que os norte-americanos levam muito a sério – fora a qualidade da fritura do bacon e o Super Bowl – são as ameaças de bomba. Pudera, já que, com diversos tipos de atentados nos últimos anos, tanto as autoridades como a população dos EUA acabaram ficando um pouco paranoicas com o tema. Na última terça-feira (10), porém, a polícia recebeu um comunicado desse tipo que era um pouco diferente do convencional. Uma mulher havia ameaçado sua operadora de TV a cabo por conta de uma visita técnica não realizada.

Não é raro que o setor de prestação de serviços deixe um pouco a desejar em alguns momentos, principalmente quando se trata de telefonia ou assinaturas de TV, com o assunto chegando a virar até uma esquete hilária da turma do Porta dos Fundos – cuidado com o linguajar desbocado do vídeo. Porém, de piada para uma ameaça de bomba há uma grande diferença, e o caso envolvendo Mikka Phillips, de 23 anos, deu o que falar, principalmente por ter feito um dos prédios da Time Warner ser completamente evacuado.

Divulgação/Lincoln Police Department

A história começou quando Mikka ligou para o SAC da operadora para reclamar que o técnico da empresa não tinha aparecido na data agendada e recebeu a informação de que a visita tinha sido cancelada. A partir daí, a coisa ficou feia. “Mas que p****? Juro por Deus que vou explodir esse prédio. Eu juro por Deus”, teria dito a suspeita de acordo com o boletim de ocorrência registrado pela atendente da divisão de TV a cabo da companhia, que estava gravando a ligação.

O edifício da Time Warner na cidade de Lincoln, em Nebraska, foi evacuado pouco tempo depois, e as autoridades locais fizeram uma busca de cerca de 20 minutos por indícios de explosivos na área, mas nenhuma bomba foi encontrada. Em seguida, a polícia entrou em contato com Mikka na faculdade em que ela estuda, levando a moça para a delegacia para prestar depoimento. A jovem alegou que a ameaça ao telefone foi fruto de raiva e frustração com a situação e que em nenhum momento realmente pensou em explodir o local.

Qual a moral da história? Provavelmente, que precisamos tomar cuidado com certas coisas ditas em solo norte-americano ou que é necessário ter muita calma e paciência durante as ligações para os serviços de atendimento ao consumidor. Pode parecer difícil, mas talvez poupe muita dor de cabeça.

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