Exame de retina pode auxiliar na prevenção de ataques cardíacos, diz estudo

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Pesquisadores do Instituto Roslin, da Universidade de Edimburgo, Inglaterra, realizaram um estudo que correlaciona padrões de vascularização do fundo da retina e o risco de desenvolvimento da doença arterial coronariana (DAC), que pode levar a um infarto do miocárdio (IM).

A pesquisa mostrou que uma simples consulta ao oftalmologista pode salvar de um infarto. O estudo apresentado no dia 12 de junho, na Conferência Europeia de Genética Humana, em Viena, Áustria, prevê que simples exames de retina podem ser uma potente ferramenta para diagnóstico e prevenção de doenças cardíacas.

O estudo coletou exames de imagem e dados de pacientes registrados no UK Biobank, e analisou as imagens de exames de retina, e os padrões das redes de vascularização no fundo da retina. Os cientistas cruzaram esses dados com as informações de pacientes que sofreram de IM meses ou anos após o exame.

Padrão de vascularização da retinaPadrão de vascularização da retinaFonte:  Shutterstock 

Os pesquisadores notaram que a diminuição da ramificação vascular do fundo da retina, em conjunto com fatores comuns de risco para infarto, como gênero, idade, índice de massa corporal, pressão alta e tabagismo, indicavam a presença de DAC, que futuramente ocasionou um IM.

Para melhor compreensão dos mecanismos que causam essa ligação, os pesquisadores também realizaram um mapeamento genético nas causas de diferenciação dos padrões dos vasos sanguíneos nos olhos. O levantamento revelou nove marcadores genéticos para sua formação, dos quais quatro estão relacionados a doenças cardíacas.

O conjunto de dados sociodemográficos e a descoberta de que padrões simplificados da ramificação vascular da retina podem ser um biomarcador para doenças cardíacas abre novas portas para diagnóstico precoce com simples exames de retina.

De acordo com Anna Villaplana-Velasco, doutoranda dos Institutos Roslin e Usher, “já era de conhecimento dos pesquisadores que os olhos poderiam indicar outras doenças no organismo”, e que esse estudo “mostra mais uma vez a importância da análise abrangente dos dados coletados rotineiramente, e seu valor no desenvolvimento da medicina personalizada.”

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