Projeto vai restaurar mais de 800 hectares de Mata Atlântica no Paraná

1 min de leitura
Imagem de: Projeto vai restaurar mais de 800 hectares de Mata Atlântica no Paraná
Imagem: Shutterstock
Avatar do autor

A ONG curitibana Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) anunciou na segunda-feira (23) que irá restaurar 886,3 hectares de Mata Atlântica nos municípios paranaenses de Antonina e Guaraqueçaba. O trabalho será realizado do primeiro semestre de 2022 a dezembro de 2023, em áreas do bioma que ainda podem ser enriquecidas com uma maior diversidade de espécies típicas de florestas da região.

Em seu site, a instituição explica que esses quase mil “campos de futebol” de vegetação serão restaurados da seguinte forma: 720,8 hectares em áreas de Reservas Particulares do Patrimônio Natural e 165,5 hectares em regiões do entorno. Outros dez mil metros quadrados (um hectare) serão transformados em agrofloresta.

O projeto será custeado com recursos do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW Entwicklungsbank), por intermédio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), no âmbito do Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica.

Fonte: SPVS/Divulgaão.Fonte: SPVS/Divulgaão.Fonte:  SPVS 

Como irá funcionar a restauração florestal da SPVS?

O projeto, cujo nome oficial é “Mata Atlântica, das encostas às áreas alagadas: restauração ecológica em RPPNs do Mosaico Lagamar”, vai dar seguimento aos trabalhos de restauração ecológica promovidas nas reservas naturais pela SPVS, qualificada desde 2001 como uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).

Executadas nas reservas Papagaio-de-cara-roxa, Guaricica e Reserva das Águas, as três técnicas de restauração ecológica serão: plantio de mudas de espécies de florestas maduras (enriquecimento), formação de “ilhas” ou núcleos vegetais em áreas tomadas pela braquiária (nucleação) e estaqueamento para controlar a citada pastagem em áreas alagadas.

Segundo o coordenador geral do projeto, Reginaldo Ferreira, a restauração não visa qualquer tipo de retorno econômico, principalmente por se tratar de áreas de proteção ambiental. Segundo o técnico florestal e geógrafo, "a proposta tem como finalidade principal a recuperação da vegetação nativa, promovendo a captura do carbono da atmosfera."

Fontes