Tripofobia: o que é, quais são os sintomas, os tratamentos e as causas

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Tripofobia é o nome dado para o medo irracional de imagens ou objetos com buracos ou padrões irregulares. Quem sofre desse problema sente mal-estar e repulsa e, em alguns casos, podem surgir até mesmo sintomas físicos como coceira ou tonturas.

Mas essa fobia tem tratamento, envolvendo terapias de exposição gradual e uso de medicamentos, como ansiolíticos ou antidepressivos.

A tripofobia é um medo irracional que pode causar quadros de ansiedade de pânico (Fonte: Shutterstock)A tripofobia é um medo irracional que pode causar quadros de ansiedade e pânico. (Fonte: Shutterstock)Fonte:  Shutterstock 

Favos de mel, corais, escumadeiras, romãs, pingos de água, desenhos circulares, manchas em animais, sementes, estruturas de planta ou bolhas e buracos causados por doenças de pele são alguns exemplos de gatilho desse problema.

Esses padrões são muito comuns na natureza e, muitas vezes, são indicativo de situações perigosas, como infecções por parasitas ou animais peçonhentos. Em algum momento da história da nossa espécie, nós percebemos esse tipo de padrão.

De acordo com a Ciência, quem sofre de tripofobia ainda carrega no inconsciente essa associação. Segundo essa teoria, o transtorno não é mais do que um resquício evolutivo de um mecanismo de defesa ultrapassado.

Essas pessoas, entretanto, não são capazes de distinguir as situações de adversidade ou não e ficam alarmadas com qualquer alerta emitido pelo ambiente. O medo que sentem, portanto, é resultado de processos psicológicos sobre os quais elas não têm controle.

Imagens próximas e com detalhes de favos de mel podem estar entre os gatilhos do problema (Fonte: Shutterstock)Imagens próximas e com detalhes de favos de mel podem estar entre os gatilhos do problema. (Fonte: Shutterstock)Fonte:  Shutterstock 

Os principais sintomas da tripofobia são psicológicos, como iminência de choro, arrepios ou desconforto. No entanto, manifestações físicas também podem ser desencadeadas, como enjoos, tremores, sudorese, aumento dos batimentos cardíacos, coceira ou formigamento.

Quadros mais graves podem levar a ataques de pânico. Durante esses episódios, surge um sentimento súbito e muito agudo de medo, ansiedade e insegurança. O paciente se aflige e pode adotar comportamentos de risco, que colocam sua vida em perigo real.

Pessoas que acreditam sofrer de tripofobia devem buscar um profissional da Psicologia ou Psiquiatria. Sessões de terapia são o primeiro passo no tratamento do problema, e acompanharão o paciente por todo o processo.

Uma das alternativas para tratar da doença é a exposição gradual. Com o acompanhamento do profissional, a pessoa é exposta levemente a situações que lhe causam medo e aprende a controlar melhor as respostas que tem aos cenários simulados.

Representada na televisão: em 2017, a série de terror American Horror Story abordou a tripofobia (Fonte: Shutterstock)Representada na televisão: em 2017, a série de terror American Horror Story abordou a tripofobia (Fonte: Shutterstock)Fonte:  Shutterstock 

Mas essa não é a única saída. Outras técnicas, como o ioga e a prática de exercícios físicos, ajudam no controle da ansiedade e podem ser benéficas. Em casos mais graves, podem ser receitados ansiolíticos que reduzam os sintomas de pânico.

Origem da tripofobia

A Ciência ainda tem muito a descobrir sobre essa fobia. A primeira menção ao termo ainda é recente, sendo atribuída a uma postagem em um fórum de internet em 2008.

Estudos científicos são ainda mais novos: um dos primeiros foi publicado em 2013. Nessa pesquisa, os cientistas sugeriram que o transtorno podia estar associado a fatores genéticos. Desde então, a Ciência tem se dedicado mais ao assunto.

Entretanto, a tripofobia não é oficialmente reconhecida pela American Psychiatric Association (Associação Americana de Psiquiatria) como uma fobia. Muitos especialistas afirmam que essa repulsa é natural para maioria das pessoas.

Prática de ioga e exercícios físicos podem ajudar no controle da ansiedade e reduzir os sintomas (Fonte: Shutterstock)Prática de ioga e exercícios físicos podem ajudar no controle da ansiedade e na redção de sintomas. (Fonte: Shutterstock)Fonte:  Shutterstock 

Quem sofre do mal discorda. Segundo essas pessoas, a aversão que experimentam é patológica, mas para comprovar o status do problema ainda são necessários mais dados.

Pesquisadores da área da Saúde mostraram que existe correlação entre a tripofobia e casos de transtorno depressivo ou transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Pacientes com essas condições psiquiátricas têm maior propensão a desenvolver o medo irracional.

Não se sabe com precisão a extensão do problema, justamente porque ele foi identificado ainda recentemente. Estima-se que a tripofobia seja relativamente comum, porque a maioria das pessoas experimenta alguma aversão aos padrões irregulares.

Ao detectar sinais do problema, é fundamental buscar um psicólogo (Fonte: Shutterstock)Ao detectar sinais do problema, é fundamental buscar um psicólogo. (Fonte: Shutterstock)Fonte:  Shutterstock 

Desde que foi cunhado, a internet tem sido o maior veículo no qual pessoas se reúnem para discutir o problema. Alguns especialistas argumentam que o contato social pode ser um dos motivos que agravam os sintomas de quem participa de grupos sobre o tema.

Estipula-se que muitas pessoas não se deem conta do problema. Com pouca divulgação fora de fóruns e redes sociais, a tripofobia ainda é desconhecida por muitos que sofrem sozinhos com os sintomas.

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