Astronauta que já foi à Lua diz não acreditar em volta ao satélite em 2024

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O astronauta norte-americano Charles Duke (85) disse não acreditar em um retorno dos seres humanos à Lua até o ano de 2024, como prevê o programa Artemis, da NASA.

Em andamento desde 2017, o programa Artemis é um passo audacioso dos Estados Unidos — além de levar a primeira mulher ao satélite, a missão deve lançar as bases para uma presença constante de humanos na Lua.

Para Duke, porém, a viagem tripulada pode acontecer ainda nesta década. “Mas tudo depende do financiamento que o governo [norte-americano] vai disponibilizar. Os foguetes e outros itens necessários vão estar prontos em breve, então acho que temos uma boa chance”, disse o astronauta em entrevista ao TecMundo na quinta-feira (26).

Duke, que foi a décima pessoa a pisar na Lua em 1971, quando fez parte da missão Apollo 16, esteve em São Paulo para a abertura da exposição “Space Adventure”, em cartaz no estacionamento do Shopping Eldorado (Pinheiros) até o dia 26 de outubro.

Charles DukeO astronauta americano Charles Duke durante abertura da exposição 'Space Adventure', em São Paulo (créditos: Everton Lopes Batista/TecMundo)

A mostra conta com 300 itens originais de missões da NASA e permite uma experiência imersiva no mundo das viagens espaciais.

Ficção científica e realidade

Apesar da semelhança com roteiros de ficção científica, a realidade de passar pelo intenso treinamento de astronauta, fazer uma viagem e chegar à Lua é dura e desgastante, diz Duke. O astronauta disse que, durante a missão, não teve tempo para pensar nas implicações filosóficas ou religiosas do que estava experimentando: “Estava ocupado demais!”, disse.

Duke, que afirma ser fã da série de filmes “Star Wars” (George Lucas) e do filme “2001 - uma Odisseia no Espaço”, diz que a realidade das viagens espaciais é bem diferente do que vemos nas telas — e extremamente difícil de ser reproduzida no cinema.

“É difícil simular uma gravidade um sexto menor que a da Terra [como é a gravidade na Lua], e ainda mais difícil simular a gravidade zero. Mas alguns filmes conseguem fazer isso bem, como o ‘Apollo 13’. Gosto muito deste filme”, disse Duke, se referindo ao filme de 1995 dirigido por Ron Howard.