A empresa de exploração espacial SpaceX confirmou que vai alterar a altitude de uma série de satélites da Starlink. O processo deve ser concluído ao longo de todo o ano de 2026.
A confirmação veio por meio do vice-presidente de Engenharia da Starlink, Michael Nicolls. Em uma postagem na rede social X, ele explicou também qual é o motivo da operação.
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De acordo com o executivo, todos os satélites da Starlink que atualmente operam na distância de 550 km da órbita do planeta Terra serão "baixados" para 480 km de altitude. Ao todo, isso envolve por volta de 4,4 mil integrantes da constelação da empresa.
Planejamento contra acidentes
A alteração na altitude de tantos equipamentos ao mesmo tempo inclui uma medida preventiva da Starlink para evitar colisões de unidades funcionais, descontinuadas ou destroços de equipamentos com satélites de outros países ou empresas.
"O número de detritos espaciais e constelações de satélites planejadas é significativamente menor abaixo de 500 km, reduzindo a probabilidade geral de colisões", explica Nicolls.
- A redução também facilita o processo eventual de retirada do satélite de órbita, parte das ações tomadas quando um deles apresenta defeitos ou chega ao fim da vida útil.
- A ação da companhia é também resposta a um incidente registrado em dezembro de 2025. Na ocasião, a empresa confirmou que um satélite apresentou "anomalias" no funcionamento que criaram uma quantidade considerada pequena de destroços.
- Além disso, outro deles quase colidiu algumas vezes com satélites chineses que estavam nas proximidades, o que gerou críticas do governo asiático pela alta quantidade de equipamentos da companhia no espaço.
Atualmente, a constelação da Starlink é composta por 9 mil integrantes que fornecem sinal de internet sem fio e telefonia celular. A companhia já se tornou líder entre provedoras de internet via satélite no Brasil e está presente principalmente em regiões com menor cobertura de marcas tradicionais, como pontos turísticos e até comunidades indígenas.
Para além da alta quantidade de lixo espacial atualmente, gerado inclusive por satélites defeituosos ou descontinuados, há preocupações sobre o “tráfego” de satélites em especial na região de baixa órbita que é provocado por essas operadoras. Para além de rivais já estabelecidas e em fase de testes, a Amazon em breve também deve começar a operar no setor.
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