Rússia desconecta módulo Pirs da Estação Espacial Internacional

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Imagem: Oleg Novitsky/Twitter
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Após 20 anos em atividade, o compartimento russo de atracação Pirs foi desconectado da Estação Espacial Internacional (ISS). Nesta segunda-feira (26), o módulo foi retirado lentamente pela nave de carga Progress.

Esse é o primeiro componente importante do segmento russo do complexo orbital a ser descartado. Com 5 metros de comprimento, o compartimento foi enviado de volta à Terra e destruído durante a reentrada na região do Oceano Pacífico.

O atracadouro Pirs foi lançado pela Agência Espacial Russa (Roscosmos) em 14 de setembro de 2001. Três dias depois, o compartimento foi anexado à estação e, assim, tornou-se o sexto módulo pressurizado a ser adicionado à ISS.

Mais de 70 veículos espaciais atracaram no compartimento durante os últimos 20 anos. Além disso, o local era usado como câmera de ar e serviu de suporte para 53 caminhadas espaciais de cosmonautas e astronautas russos.

A última atividade do Pirs aconteceu em maio de 2019, quando o módulo serviu de câmera de descompressão para os tripulantes do EVA da Roscosmos. Desde então, as caminhadas espaciais russas passaram a ocorrer através do compartimento de pesquisa Poisk.

Imagem do momento em que o Pirs deixa a Estação Espacial Internacional.Imagem do momento em que o Pirs deixa a Estação Espacial Internacional.Fonte:  Oleg Novitsky/Twitter 

Espaço para um novo laboratório

O lugar do Pirs será ocupado pelo módulo de laboratório multiuso Nauka. Colocado em órbita no último dia 21 de julho, o compartimento atuará como instalação para pesquisas, câmara de ar e porto de atracação.

O novo módulo tem a história marcada por 13 anos de atraso por conta de uma série de problemas técnicos e restrições de orçamento. Originalmente, a cápsula estava prevista para ser adicionada ao complexo orbital em 2007.

Segundo a Roscosmos, o Nauka será adicionado à estação em 29 de julho. Até a data, os tripulantes vão realizar testes para verificar se os sistemas da cápsula estão prontos para aportar na ISS. Ademais, o laboratório só entrará em operação em setembro.