Tóquio deve banir espectadores nas Olimpíadas para conter a covid-19

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As Olimpíadas de Tóquio podem cancelar a presença de espectadores, e a capital deve declarar estado de emergência faltando 16 dias para o início das competições. Tóquio já havia declarado estado de emergência por causa do coronavírus (SARS-Cov-2) em janeiro e abril deste ano.

À Reuters, o primeiro-ministro Yoshihide Suga informou que o governo decidirá as novas medidas para conter a propagação do coronavírus na quinta-feira (8). Entre elas, o país discutirá a presença do público nos jogos.

Uma fonte do governo informou à agência que "não ter espectadores agora é inevitável". No domingo (4), aliados de Suga atribuíram a revolta pública aos Jogos Olímpicos, o que pode ter influenciado na tomada de novas medidas de contenção.

Já havia sido decidido a presença apenas de espectadores locais, com 50% da capacidade total, ou um máximo de 10 mil pessoas. As Olimpíadas devem começar em 23 de julho e terminar em 8 de agosto.

Preocupação com novo surto

Fontes médicas também já expressaram preocupação com a presença do público nas Olimpíadas, que pode levar a um novo surto de infecções por coronavírus. O comitê organizador do evento disse que as restrições devem se basear no contexto do estado de emergência. As Olimpíadas deveriam ter acontecido em 2020, mas foram adiadas.

O Japão teve mais de 800 mil casos de infecção por covid-19 e 14,8 mil mortes. A imprensa local cita que fontes do governo já se preparavam para declarar estado de emergência em Tóquio, que deve durar até 22 de agosto.

A questão dos espectadores também será discutida, entre quinta e sexta-feira (9), entre o governo local, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e os organizadores do evento.

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