Fungo 'encontrado' em Marte pode ser fake news, dizem cientistas

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Marte definitivamente está em moda. Após fazer voar o drone Ingenuity em plena atmosfera marciana, os olhos terrestres parecem todos voltados para o planeta vermelho, onde o rover Perseverance, da NASA, continua sua missão na cratera de Jezero, em busca de sinais de vida antiga, que, segundo estudo divulgado nesta semana, já teriam sido detectados.

Uma pesquisa publicada na quarta-feira (5) na revista científica Advances in Microbiology, garante que “espécimes marcianos semelhantes a fungos” já foram detectados por outros rovers de agências espaciais. As provas, obtidas de imagens sequenciais, foram examinadas por equipes do Harvard-Smithsonian Center e Universidade George Mason.

As fotos analisadas foram tiradas pelos rovers Opportunity e Curiosity, ambos da NASA, e pela câmera de alta resolução HiRISE acoplada ao orbitador Mars Reconnaissance. Lembrando que “fungos prosperam em ambientes de radiação intensa”, os cientistas afirmam que as imagens revelam que os fungos marcianos “emergem do solo e aumentam de tamanho”.

É fungo ou não é?

Rhawn Gabriel Joseph (Fonte: Brainmind.com/Divulgação)Rhawn Gabriel Joseph (Fonte: Brainmind.com/Divulgação)Fonte:  Brainmind.com 

Preocupado com a repercussão da notícia sobre os "fungos marcianos" nas redes sociais, o editor de ciências do site CNET, Jackson Ryan, resolveu botar a boca no mundo e denunciar o artigo publicado como "ciência ruim", o que equivale dizer: fake news.

Conforme Ryan, o homem por trás da pesquisa é Rhawn Gabriel Joseph, um neurocientista decadente que, desde a década de 1970, vem publicando teses sobre vida em outros planetas em seu site pessoal e em algumas publicações pseudocientíficas. A revista que publicou a nova pesquisa já foi denunciada por plágio pela revista Nature e divulga artigos sem comprovação, segundo o editor do CNET.

Após ler a publicação, Jackson Ryan enviou um e-mail aos editores da Advances in Microbiology, solicitando o resultado da revisão do artigo por pares, mas não obteve resposta. Pior: ao questionar o microbiologista Jian Li, da Scientific Research Publishing (SCIRP) que coordena a revista, ele disse que deixou o conselho editorial há mais de cinco anos.