Stardust 1.0 é o primeiro foguete comercial a usar biocombustível

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Imagem: Blushif Aerospace
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O lançamento de um pequeno foguete no domingo (31), em Brunswick nos EUA, ficará marcado como o primeiro impulsionador comercial movido a biocombustível da história. A empresa BluShift Aerospace testou com sucesso o foguete de sondagem Stardust 1.0, utilizando um combustível sólido “bioderivado”.

A decolagem teve que superar algumas dificuldades, como temperaturas congelantes e duas falsas partidas causadas por problemas de pressão na válvula e ignitores. Apesar disso, o voo (que não atingiu nem dois quilômetros de altitude) representou uma grande conquista para a empresa, que pretende lançar missões sob medida para satélites minúsculos.

Depois de chegar a 1,2 quilômetro, o foguete de pouco mais de 6 metros abriu seus paraquedas e voltou à Terra. No entanto, o breve momento foi suficiente para autenticar a validade do MAREVL, sigla em inglês para Motor de Foguete Modular Adaptável para Lançamento de Veículos da BluShift, com o biocombustível associado.

Os planos da Blushift

A empresa espera que o lançamento possa atrair investidores, e auxilie no projeto de construção de foguetes maiores. Ainda neste ano a BluShift pretende lançar o Stardust 2.0 em uma velocidade mais alta e com maior tempo de voo. Estão ainda previstos dois foguetes de transporte de cargas suborbitais, o Starless Rogue e o Red Dwarf (este só para cargas abaixo de 30 quilos).

Além do seu combustível não-tóxico e neutro em carbono, a BluShift busca reduzir os custos de lançamento, de forma a torná-los acessíveis a uma crescente demanda de empresários e pesquisadores. O CEO da empresa, Sascha Deri, afirma que a companhia pretende ser “o Uber do espaço”, fazendo nanolançamentos para nanossatélites.

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