Europa deve criar megaconstelação de satélites própria como a Starlink

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De acordo com o jornal francês Les Echos, estudos técnicos empreendidos pela Comissão Europeia pretendem colocar em prática o lançamento de uma megaconstelação de satélites destinada ao fornecimento de cobertura de internet global de alta velocidade, semelhante à iniciativa Starlink, de Elon Musk. Ainda segundo o veículo, serão destinados ao projeto 6 bilhões de euros (mais de R$ 37,1 bilhões de reais).

Sendo uma instituição politicamente independente e que representa e defende os interesses da União Europeia, o objetivo, apontam os responsáveis pela pesquisa, é "garantir aos governos do bloco comunicações seguras" e "fornecer aos cidadãos europeus um bom serviço de internet, especialmente em áreas de difícil acesso."

Havia a expectativa de um anúncio oficial detalhado a respeito da novidade nessa quinta-feira (17), disseram fontes anônimas ao Bloomberg, algo que não ocorreu. De todo modo, ressalta o Les Echos, muitos participantes da indústria espacial submeteram seus projetos no mês passado, já que diversos países não desejam se tornar dependentes de sistemas privados, como, também, o Kuiper, da Amazon.

"É, portanto, uma questão de soberania digital", defende Amélie Charnay, jornalista do 01net, complementando que o montante pode ser levantado por uma parceria público-privada e que a implantação ocorreria a partir de 2025. "A ideia seria reunir dois programas europeus já existentes: Govsatcom e Quantum Communication Infrastructure", salienta.

Espaço, pelo jeito, vai ficar pequeno logo, logo.Espaço, pelo jeito, vai ficar pequeno logo, logo.Fonte:  Reprodução 

Mais especulações

Thierry Breton, comissário europeu para o Mercado Interno da UE, estaria à frente das negociações, que devem ser finalizadas antes do fim de 2021. Além disso, a empresa aeroespacial europeia Airbus chefiaria um consórcio para construir a constelação, bem como a empresa franco-italiana Thales Alenia Space, a alemã OHB SE, as operadoras de satélite Eutelsat Communications SA e SES SA e as empresas espaciais Telespazio e Arianespace.

A Comissão Europeia, entretanto, não se pronunciou a respeito do assunto. Ainda assim, Thierry Breton já se posicionou quanto à necessidade de o Velho Continente não ficar para trás em um mercado dominado pelos Estados Unidos e pela China; logo, o anúncio da iniciativa não seria algo totalmente inesperado.

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