NASA assina 'Acordos Artemis' para exploração da Lua com 7 países

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Nesta terça-feira (13), a NASA assinou acordos de cooperação com sete países, dando um novo passo rumo ao programa Artemis, que levará o homem de volta à Lua ainda nesta década. As nações também serão parceiras da agência espacial americana na exploração de Marte e outros destinos no Sistema Solar que possam ser incluídos na missão.

Os “Acordos Artemis” foram assinados por Austrália, Canadá, Itália, Japão, Luxemburgo, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido, além dos Estados Unidos. Eles estabelecem um conjunto de princípios que orientam a formação desta coalizão de exploração da superfície lunar, tendo como base o Tratado do Espaço Exterior, registrado em 1967.

Parceira antiga da NASA, desde a época da União Soviética, a Rússia acabou ficando de fora do acordo, pelo menos por enquanto, alegando que o programa “é muito centrado nos EUA”, de acordo com o chefe da agência espacial russa Dmitry Rogozin. Outro país que tem investido bastante na exploração espacial e também não faz parte da cooperação é a China, com quem o congresso americano proíbe negociações.

O plano inicial é lançar a primeira parte da missão em 2024 e estabelecer a presença na Lua até o fim da década.O plano inicial é lançar a primeira parte da missão em 2024 e estabelecer a presença na Lua até o fim da década.Fonte:  NASA/Divulgação 

O projeto, que pretende levar a primeira mulher à Lua, é liderado pela agência espacial americana. Os parceiros internacionais terão papel fundamental para estabelecer a presença humana sustentável no satélite natural, cada um deles atuando em diferentes segmentos.

Principais pontos dos Acordos Artemis

De acordo com a NASA, os acordos foram assinados com o intuito de “evitar conflitos no espaço e na Terra”, ajudando a orientar as futuras atividades cooperativas do programa Artemis.

Os acordos estabelecem, por exemplo, que todas as atividades do projeto tenham fins pacíficos. Além disso, os signatários são obrigados a divulgar publicamente os dados científicos, prestar assistência de emergência ao pessoal em perigo e a planejar o descarte seguro do lixo espacial.

A agência afirmou que mais países podem aderir aos acordos nos próximos anos.

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