DARPA investe US$ 14 milhões no desenvolvimento de foguetes térmicos

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A Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), visando aprimorar a capacidade das Forças Armadas dos Estados Unidos de monitorar acontecimentos no espaço existente entre a Terra e a Lua, concedeu US$ 14 milhões para a Gryphon Technologies, uma empresa sediada em Washington que fornece soluções técnicas e de engenharia para organizações de segurança nacional. O motivo? Dar suporte ao programa Demonstration Rocket for Agile Cislunar Operations (DRACO), por meio do qual pretende demonstrar como funcionaria um sistema de propulsão térmica nuclear (NTP) na órbita da Terra. Em outras palavras, um foguete térmico.

Tais ferramentas se valem de reatores de fissão para aquecer propelentes (combustíveis especiais), como hidrogênio, a temperaturas extremas e, em seguida, ejetar o gás através de bocais para criar o empuxo. De acordo com funcionários do programa, a tecnologia proporciona uma força cerca de 10 mil vezes superior à de sistemas de propulsão elétrica e de duas a cinco vezes maior que a encontrada em foguetes químicos tradicionais.

"Estamos orgulhosos de apoiar a DRACO e o desenvolvimento e a demonstração do NTP, um avanço tecnológico significativo nos esforços para alcançar a consciência espacial cislunar", comemora P.J. Braden, CEO da Gryphon, em um comunicado.

Novidade pode auxiliar em explorações espaciais.Novidade pode auxiliar em explorações espaciais.Fonte:  Pixabay 

Novos destinos

Não é apenas a DARPA que está empolgada com os resultados. Jim Bridenstine, administrador da NASA, elogiou o potencial do foguete e não descartou a hipótese de que seja utilizado em explorações tripuladas a Marte, já que poderia transportar astronautas ao destino em apenas três ou quatro meses – cerca de metade do tempo exigido por mecanismos atualmente aplicados. "Isso é absolutamente revolucionário para o que a NASA está tentando alcançar", declarou durante uma reunião do Conselho Espacial Nacional no ano passado, segundo o Space.

"Se pensarmos na dose de radiação à qual a tripulação estaria exposta no trajeto, isso nos dá a oportunidade de proteger vidas", complementou Bridenstine.

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