Vacina contra covid-19 poderá ser testada em profissionais da Saúde

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O Instituto Butantan anunciou que a vacina contra covid-19 do laboratório chinês Sinovac Biotech foi aprovada pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e começará a ser testada no Brasil em 20 de julho. Ao todo, 9 mil doses serão distribuídas para profissionais da Saúde, que poderão se voluntariar na próxima semana.

Os testes terão início em São Paulo e, posteriormente, serão realizados no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. O instituto, responsável por recrutar voluntários e administrar as doses, lançará um aplicativo ainda nesta semana para a realização de cadastros.

Aplicação da vacina

A fim de mapear a eficácia da fórmula, metade dos participantes receberá uma injeção com efeito placebo. "Trata-se de um produto vacinal, que se aplica em 2 doses, com intervalo de 14 dias", revelou o infectologista Gustavo Romero ao Correio Braziliense.

Conhecida como CoronaVac, essa vacina é considerada uma das mais promissoras no combate à doença até o momento. A convocação dos interessados está prevista para começar em 13 de julho.

a  Unsplash/Reprodução 

Restrições aos voluntários

Somente poderão se candidatar médicos, enfermeiros e outros profissionais da Saúde que atuam ou atuaram na linha de frente contra a pandemia. No entanto, existem algumas restrições que devem ser respeitadas.

Para se voluntariar, é necessário que o profissional não tenha contraído o vírus Sars-CoV-2, causador da covid-19. Pessoas com doenças instáveis ou que precisam de medicações que alteram a resposta imune não podem receber a vacina, assim como voluntários que já são parte de outros estudos. Mulheres grávidas ou que planejam uma gestação nos próximos 3 meses também estão fora da lista.

Sucesso em testes anteriores

A CoronaVac já foi administrada em cerca de mil pessoas na China durante as fases clínicas um e dois. Anteriormente, a fórmula foi aplicada em macacos e obteve sucesso em todas essas etapas.

Agora, os testes realizados pelo Butantan visam verificar a eficácia, a segurança e o potencial do medicamento. Se os resultados forem positivos, a Sinovac disponibilizará 60 milhões de doses até o fim do ano para distribuição no país.

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