Coronavírus: como os pacientes são diagnosticados e tratados na China?

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A epidemia do novo coronavírus, oficialmente batizado de Covid-19, já infectou mais de 71 mil pessoas em todo o mundo, com aproximadamente 1,7 mil mortes confirmadas. Entender o ciclo das contaminações era fundamental para compreender o passo a passo do tratamento e da prevenção. Médicos do Hospital Zhognan, da Universidade de Wuhan, divulgaram algumas observações sobre a experiência até o momento.

O pessoal que está na linha de frente no combate contra o Covid-19 é um dos que mais está vulnerável a infecções. Dos 138 pacientes tratados no local, 40 são de profissionais da saúde e 17 já eram pacientes internados após cirurgias ou outros procedimentos. Isso mostra a importância do diagnóstico precoce e do máximo de precaução. As mortes chegaram a 4,3%, enquantos as altas alcançam 35%. O restante permanece internado para observação e tratamento.

Os primeiros sintomas do coronavírus são febre, fadiga e tosse seca. Poucos pacientes tiveram problemas gastrointestinais até 2 dias antes de a febre começar, sendo esta o sintoma mais comum de todos. Normalmente, os paciente demoram em média 1 semana para buscar os serviços médicos, quando a respiração já está comprometida. Porém, é importante se lembrar de que no começo da epidemia, com hospitais lotados, muitos pacientes acabavam descartados por não apresentarem sintomas mais graves.

Febre é um dos primeiros sintomas do coronavírus. (Fonte: Pixabay)

São dois os testes clínicos: o primeiro se trata de um esfregaço na região de garganta, em busca de traços do DNA do vírus. Também é realizada uma tomografia torácica em busca de sombras nos pulmões. Quando eles estão cheios de líquido, a respiração é bastante difícil, necessitando internamento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – cerca de 25% dos pacientes chegam aos hospitais nessas condições.

A idade média dos infectados é de 56 anos, com os mais velhos apresentando sintomas mais graves. Os tratamentos variam de pessoa a pessoa: a maioria usou um antiviral chamado oseltamivir, mas diversas medicações foram testadas, incluindo algumas usadas no combate ao vírus do HIV. Também pode ser necessário o uso de oxigenoterapia ou de máquinas para bombear o sangue. Isso poupa pulmão e coração de realizarem trabalhos pesados, podendo se recuperar com mais velocidade dos problemas causados pela infecção.

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