Cientistas definem mais um capítulo do passado da espécie humana

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A história da raça humana teve mais um capítulo de seu passado revelado pela conclusão de uma pesquisa quase centenária. De acordo com descobertas divulgadas pelo Gizmodo, ossos de Homo erectus encontrados em 1930 são os fósseis "mais jovens" até então e definem como a espécie entrou em extinção.

Enquanto os Homo sapiens começaram a surgir na África, cerca de 300 mil anos atrás, os Homo Erectus cresciam e tomavam ainda mais território mundialmente. Os estudos apontam que a espécie esteve presente na própria África, China, índia, Europa e Java — onde os ossos foram encontrados; mas sem causa ou momento definidos para a extinção.

(Fonte: Gizmodo/Reprodução)

Em 1930, cientistas encontraram 14 fósseis de H. erectus: 12 crânios e dois ossos da perna — maior descoberta até os dias atuais. Era um prato cheio para estudo da espécie, mas omissões e erros dos cientistas da época dificultaram o estudo. As rasas evidências permitiram a dedução de que os antigos habitantes terrestres se extinguiram em algum momento entre 550 mil a 27 mil anos atrás — janela excessivamente grande.

Russel Ciochon, professor da Universidade de Iowa, liderou um grupo de pesquisadores para desvendar o fim dessa tão bem-sucedida espécie. Eles partiram em uma expedição pelo território de Solo River, na Indonésia, para terminar o trabalho dos cientistas de 1930.

Felizmente, o grupo encontrou o local onde os fósseis foram descobertos e aplicaram técnicas modernas para determinação da idade dos ossos. Os resultados consistentes da pesquisa encurtaram a janela, agora definida entre 118 a 107 mil anos atrás.

(Fonte: Gizmodo/Reprodução)

Mortos antes de uma enchente

“Uma grande enchente levou os restos de Homo erectus e outros mamíferos encontrados em Ngandong para o rio. As evidências indicam que os humanos morreram momentos antes da enchente e que pouco tempo se passou até a chuva realocar seus corpos.”, revela o professor Ciochon ao Gizmodo.

Kira Westaway, co-autora do novo estudo e professora da Macquarie University da Austrália, explica que definir a data de extinção de uma espécie é importante para determinar as últimas ações e influência da espécie no Homo sapiens. “Saber quando uma espécie esteve viva e quando elas eventualmente morreram é importante para entender onde ela fica na evolução, com quem interagiram e o que causou sua extinção.”, destacou em um e-mail.

A professora ressalta que, se os fósseis forem recentes, o H. erectus podem ter interagido com os humanos modernos e ficaram reféns da espécie mais evoluída; mas se forem mais antigos, é provável que mudanças climáticas tenham dado fim definitivo à espécie.

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