Sistema Solar em fotos: a exploração humana do espaço pela lente de robôs

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A humanidade tem olhado intrigada para o céu há milhares de anos, mas foi só nas últimas décadas que conseguimos nos aproximar dos planetas e estrelas que nos cercam no Cosmos.

Mas é importante destacar que praticamente todo o conhecimento específico que temos hoje sobre o universo foi obtido pela lente de robôs, sondas espaciais que temos colocado no espaço. Por isso, o TecMundo resolveu contar uma história ilustrada com fotos das principais missões que nos ajudaram a entender o nosso Sistema Solar.

Lançada em 19 de janeiro de 2006 para estudar Plutão e o Cinturão de Kuiper, a New Horizons é a quinta nave não tripulada que está deixando o sistema solar.

Navegam sem energia pelo espaço desbravadoras Pioneer 10 e 11. No caso das Voyager 1 e 2, ambas foram equipadas com um gerador termoelétrico de radioisótopos de plutônio ativo até 2025. Para que continuem enviando informações das fronteiras do espaço, no dia 1º de janeiro de 1990 a Missão Interestelar da Voyager começou oficialmente, com o gerenciamento de energia.

As missões

Pioneer 10

Originalmente projetada para uma missão de 21 meses, a sonda Pioneer 10 enviou dados do espaço por mais de 30 anos. Em 22 de janeiro de 2003, um receptor de ondas de rádio de um observatório da NASA nas cercanias de Madri, na Espanha, captou um fraco sinal emitido pela sonda – o derradeiro. Mesmo depois do último contato feito pela NASA, em 31 de março de 1997, a nave continuou a transmitir dados de telemetria; os últimos chegaram em 27 de abril de 2002.

Quando foi lançada em 2 de março de 1972, sua missão era explorar Júpiter e suas luas, o que ela fez – e além. A Pioneer 10 hoje, sem energia, ruma ao espaço interestelar e em direção à estrela vermelha Aldebarã, no centro da constelação de Touro, 68 anos-luz de distância, aonde chegará daqui a dois milhões de anos.

Pioneer 11

Irmã gêmea da Pioneer 10, a sonda lançada em 6 de abril de 1973 transmitiu dados pela última vez em 30 de setembro de 1995, encerrando uma missão que incluiu milhares de imagens de Saturno, Júpiter e seus respectivos anéis e satélites, além de dados sobre temperaturas planetárias, atmosferas e seus elementos químicos.

Em 23 de fevereiro de 1990, a Pioneer 11 iniciou sua missão interestelar, seguindo na direção oposta a da Pioneer 10 – para o centro da galáxia e rumo à constelação de Sagitário. Em 24 de novembro de 1995, a NASA captou a sonda pela última vez, a mais de seis bilhões de quilômetros da Terra.

Voyager 2

A sonda, projetada para explorar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, subiu ao espaço a 20 de agosto de 1977. Tanto ela como sua gêmea, a Voyager 1, tiraram proveito de um raro alinhamento planetário que ocorre apenas uma vez a cada 176 anos.

Graças a ela, tomamos conhecimento não apenas de dez luas e mais dois anéis em Urano e mais cinco luas, quatro anéis e da Grande Mancha Escura em Netuno, como da 14ª lua em Júpiter.

Júpiter Júpiter capturado pela Voyager 2 (reprodução/NASA)

Em 5 de novembro de 2018, ela deixou o sistema solar, em direção à estrela vermelha  Aldebarã, aonde chegará em dois milhões de anos.  Em 14 mil anos, a sonda ultrapassará os limites da Nuvem de Oort, se desligando completamente do sistema solar e saindo da influência do campo magnético do Sol.

Voyager 1

Lançada em 5 de setembro de 1977 (depois da Voyager 2) a Voyager 1 explorou Júpiter e Saturno, descobrindo novas luas, vulcões ativos e anéis, além de enviar à Terra  uma quantidade gigantesca de dados sobre o sistema solar externo.

saturnoSaturno capturado pela Voyger 1 (Reprodução/NASA)

Em 17 de fevereiro de 1998, a Voyager 1 ultrapassou a Pioneer 10; em 1º de agosto de 2012, atingiu o espaço interestelar, tornando-se o objeto humano mais distante da Terra. Quando ficar sem energia, seguirá para o espaço profundo, passando pela Nuvem de Oort em 40 mil anos.

New Horizons

A 19 de janeiro de 2006, a sonda New Horizons foi lançada para explorar Plutão e o Cinturão de Kuiper. Em 14 de julho de 2015, a nave fez seu primeiro sobrevoo sobre o planeta-anão, revelando detalhes de sua superfície que mudariam completamente a ideia que a ciência tinha sobre ele.

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Em seguida, a sonda lançou os sensores em direção do Cinturão de Kuiper e para o objeto antes chamado de MU69, depois apelidado de Ultima Thule e, finalmente, batizado de Arrokoth (termo nativo americano que significa “céu” na língua Powhatan/ Algonquian). Depois que terminar de examinar Arrokoth, sua próxima missão ainda está em aberto.

O homem nas sondas não-tripuladas

Todas as cinco missões destinadas a deixar o sistema solar carregam o homem dentro de si. As duas Pioneer levam placas de ouro, concebidas pelo astrônomo Carl Sagan, mostrando quem habita e onde está o nosso planeta.

A placa de ouro, afixada à Pioneer 10. (Fonte: NASA/JPL/Divulgação)

As missões Voyager carregam discos de ouro com as mesmas imagens, e mais músicas, sons e fotografias de lugares e de terráqueos – humanos ou não. A New Horizons fugiu à regra e, em sua missão para o nono planeta, levou nove itens na bagagem:

  • o CD-ROM "Envie seu nome para Plutão" com mais de 434 mil nomes de pessoas que desejavam participar da viagem;
  • um CD-ROM com fotos dos participantes do projeto;
  • uma moeda de 25 centavos emitida pela Flórida (local de lançamento da sonda) com a imagem de uma espaçonave em uma face e a frase Gateway of Discovery (Portal de Descobertas) na outra;
  • uma moeda de 25 centavos do estado de Maryland (onde a sonda foi construída);
  • um pequeno pedaço cortado da nave suborbital SpaceShip One;
  • duas bandeiras americanas;
  • um selo comemorativo;
  • uma lata com cinzas do descobridor de Plutão, Clyde W. Tombaugh.

Além disso, um contador de poeira cósmica a bordo recebeu o nome de Venetia Burney – o mesmo da menina de onze anos que, em 1930, com a descoberta do planeta por Tombaugh, sugeriu que seu nome fosse Plutão.

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