“Tupi” e “Guarani”: estrela e planeta ganham nomes indígenas brasileiros

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A estrela HD 23079 e o exoplaneta HD 23079b, situados na constelação Retículo, receberam os nomes de Tupi e Guarani, em votação pública que recebeu 977 sugestões de nomes, entre junho e setembro de 2019, e que teve 14 nomes finalistas.

Este ano, pela segunda vez na história, foi realizada uma campanha para a nomenclatura de planetas e estrelas. De acordo com a União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), foram mais de 360 mil sugestões enviadas por pessoas de aproximadamente 110 países, com a participação de cerca de 420 mil votantes. A campanha recebeu o nome de IAU100 NameExoWorlds, devido às comemorações do centenário de atividade da IAU.

No Brasil, a campanha “NomeieExoMundos” teve início em abril. Uma comissão de especialistas estabeleceu normas para a aceitação de nomes. Dentre as 14 sugestões que passaram para a fase final, Tupi e Guarani foram eleitos os nomes vencedores, com 15% dos votos.

Planeta Guarani e estrela Tupi, na constelação Retículo. (Fonte: IAU/Divulgação)

Homenagem à cultura indígena

Dezenas de nomes selecionados para a eleição têm origem na etimologia indígena, já que, em 2019, a ONU está promovendo o Ano Internacional das Línguas Indígenas. Em reconhecimento ao evento, os falantes dessas línguas foram incentivados a propor nomes baseados em sua própria origem.

Esse também foi o caso da Argentina, onde o exoplaneta HD 48265b e a estrela HD 48265 receberam, respectivamente, os nomes Naqaya e Nosaxa, sugeridos pelo líder da comunidade indígena Moqoit.

Outros países optaram por homenagear sua mitologia, cidades antigas, riquezas naturais de importância nacional, entre outros.

O evento que deu nome a mais de 100 novos planetas e estrelas aconteceu nesta terça-feira (16), em Paris, França.

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