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Experimento no LHC identifica a curiosa estrutura de um pentaquark

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Um artigo publicado recentemente na revista Physical Review Letters apresenta como um grupo de pesquisadores trabalhando em colaboração conseguiu, finalmente, descobrir a real estrutura de um pentaquark por meio de um experimento conduzido no Grande Colisor de Hádrons (LHC).

Os pentaquarks foram descobertos em 2015 provocando muito barulho no meio científico, afinal de contas essa partícula era procurada por cientistas há 50 anos. Até então, ninguém havia tido sucesso, e por isso boa parte da comunidade científica começou a questionar se, de fato, ela poderia existir.

Experimento no LHC

Com os resultados desse último experimento, os pesquisadores entenderam melhor e determinaram a real organização da estrutura de um pentaquark. Segundo a equipe de cientistas, um fator crucial nesse novo empenho foi o fato de que contavam com muito mais dados do que tinham na época em que o pentaquark foi observado e analisado pela primeira vez. E isso, é claro, trouxe mais confiança e certeza sobre os resultados obtidos.

O que os pesquisadores descobriram, mais especificamente, é o que pentaquark é composto, na verdade, por 5 quarks: 4 quarks e 1 antiquark. Lembrando que essa combinação era um completo mistério até agora.

Ainda segundo as observações, não se sabe o que figura como um fator determinante para fazer com que os componentes se organizem dessa maneira.

sci-newsFonte: sci-newsFonte: sci-news

Outra análise que trouxe mais esclarecimentos em relação às primeiras observações foi que o novo experimento comprovou que a descoberta de 2015 era, na verdade, de 2 pentaquarks com características quase iguais, e não apenas 1, como se vinha pensando.

Essa também foi a primeira vez em que foi possível observar em um experimento o processo de união entre bárions e mésons. Antes disso, os bárions somente puderam ser observados se unindo a outras partículas de bárions.

No artigo da Physical Review Letters, os pesquisadores também sugerem que os pentaquarks não sejam todos iguais, isto é, que nem todos apresentem a mesma estrutura molecular que foi observada no LHC. Com a nova descoberta, eles acreditam que os estudos sobre os pentaquarks chegarão a outro patamar muito mais rapidamente. 

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