Você já deve ter ouvido falar do CERN, o complexo de laboratórios de estudos da física de partículas localizado nas proximidades de Genebra, na Suíça. Trata-se do maior laboratório do mundo, ultrapassando fronteiras físicas entre os países, e tudo indica que o CERN planeja ter dimensões ainda maiores.

Recentemente, o laboratório divulgou documentos que indicam um novo aliado do LHC, o grande colisor de hádrons, com dimensões ainda mais impressionantes. Trata-se do Futuro Colisor Circular (FCC), que teria quatro vezes o tamanho do LHC. Esse equipamento é capaz de lançar partículas em trajetórias circulares com velocidades altíssimas, permitindo que os pesquisadores analisem os efeitos causados pela colisão de uma partícula com a outra.

Assim, o FCC pode ter aproximadamente 100 quilômetros de extensão e, quando estiver operando com o máximo de sua capacidade, será capaz de produzir colisões entre partículas com até 10 vezes a energia do LHC. À primeira vista, todo esse tamanho pode parecer excessivo, mas é importante lembrar que o LHC trabalha em um campo da Física ainda inexplorado, que requer estruturas robustas para conseguirmos vislumbres do mundo subatômico  como foi com os experimentos do Bóson de Higgs.

É possível que o FCC seja uma porta aberta para novas descobertas do mundo da física, além de ajudar os pesquisadores a responderem grandes questões sobre nosso Universo — por exemplo, o que forma a matéria negra e por que há mais matéria do que antimatéria. Vale destacar que, até o momento, o modelo padrão de física não explica completamente todos os mistérios do Universo, algo que também não mudou muito com o LHC: as respostas e os modelos levam a mais perguntas.

O FCC deve custar mais de US$ 5 bilhões para ter somente seu túnel construído. Calma, ainda não acabou: mais US$ 4,6 bilhões seriam necessários para criar o primeiro colisor de partículas e, para finalizar, US$ 17 bilhões devem cobrir o colisor final que iria esmagar prótons. Todo esse projeto envolverá mais de 1,3 mil contribuintes de diversas universidades ao redor do mundo e, se o projeto for aprovado, as instalações devem estar funcionando em 2040.