A Ypulse, empresa de marketing e pesquisa voltados ao público jovem, realizou um estudo de fevereiro a março de 2018, com 2100 usuários de internet com idade entre 13 e 35 anos. O estudo buscou avaliar as principais plataformas sociais e de entretenimento e forneceu algumas informações sobre as questões que envolvem a saúde mental e as mídias sociais.

Houve uma época em que, para estarmos online, precisávamos sentar à frente de um computador, ligá-lo e “mandá-lo” conectar à internet. Em 2018, nossa realidade é bem diferente: estamos conectados praticamente o tempo todo. Muitos de nós mantemos o perfil de alguma rede social online mesmo quando estamos dormindo.

O que se tem percebido é que, quanto mais fazemos uso de alguns desses sites, mais angustiados nos tornamos. E foi justamente isso que a pesquisa da Ypulse constatou: o uso de mídias sociais tem um efeito negativo na saúde mental. Não todas, mas principalmente as que “exigem” interação com uso de um perfil real. Quanto mais plataformas de mídia social as pessoas usam, pior elas se sentem, e, para cada plataforma adicional que uma pessoa usa, seu nível geral de felicidade cai 2%. Além disso, em vez de os sites criarem um ambiente propício às relações de parceria, eles acabam incentivando o isolamento de seus usuários.

Os dados obtidos revelaram que os usuários do Snapchat são os que mais sofrem da sensação de “medo de estar perdendo algo” depois de usar o aplicativo. De acordo com a Wikipédia, essa ansiedade social é caracterizada pelo “desejo de permanecer continuamente conectado com o que os outros estão fazendo”. Já os usuários do Instagram relataram os níveis mais altos de depressão, solidão e ansiedade, e os usuários do Twitter se sentiram pior em relação ao bullying.

Por outro lado, existem também as plataformas que fazem os usuários se sentirem melhor após o seu uso. Das incluídas na pesquisa, as três mais bem situadas foram Netflix, Imgur e YouTube. O motivo da diferença entre as redes sociais positivas e negativas parece ser bem simples: as plataformas com foco em entretenimento e anonimato deixam os usuários mais à vontade para interagir com seu conteúdo. Enquanto isso, as plataformas que têm o perfil do usuário como foco dessa interação causam uma exposição que, muitas vezes, acaba se transformando em estresse, seja pela “necessidade” de defender seus pontos de vista o tempo todo ou mesmo por se sentirem seduzidos a fingir ter uma vida melhor do que ela é na realidade.