Jill Tarter, ex-astrônoma da NASA e agora pesquisadora do SETI (organização dedicada à busca de vida fora da Terra) disse em um congresso realizado recentemente na Flórida, EUA, que a humanidade deve encontrar vida extraterrestre até 2100. Segundo ela, é possível achar vestígios de seres avançados ou mesmo de vida não inteligente utilizando ferramentas em desenvolvimento atualmente.

Acho que neste século vamos encontrar vida fora da Terra

“Acho que neste século vamos encontrar vida fora da Terra”, disse Tarter. “Nós podemos fazer essa descoberta: é possível encontrar marcadores biológicos em planetas ou luas do nosso sistema solar. Podemos achar artefatos ao passo que exploramos a região. Podemos procurar vestígios biológicos remotos nas atmosferas de planetas distantes”, completou.

 Ela ainda especula sobre a possibilidadede encontrar vestígios de tecnologia produzidos por seres inteligentes fora do nosso sistema solar.

Novos possibilidades

Tarter também comentou que o SETI está desenvolvendo algumas novidades que devem melhorar as possibilidades de encontrarmos vida além da Terra, mas a missão ainda é como encontrar uma agulha no palheiro.

“Nós estamos longe, numa região afastada. E nossa estrela, o Sol, é apenas uma entre 400 bilhões de outros sóis na Via Láctea, e a nossa galáxia é apenas uma entre cerca de 200 bilhões de outras galáxias no universo observável, explicou. Tarter revelou que o primeiro protótipo do que é conhecido como “Laser SETI” vai ser instalado no mês que vem em um observatório na Califórnia, nos EUA.

Nós poderemos literalmente olhar para o céu inteiro, o tempo todo, para ver se há qualquer flash brilhoso

“Podemos construir uma série de 96 câmeras espalhadas em 12 localidades por todo o mundo, trabalhando nos espectros ópticos e infravermelho. Nós poderemos literalmente olhar para o céu inteiro, o tempo todo, para ver se há qualquer flash brilhoso. A ideia é descobrir se qualquer outro fenômeno, como rápidas rajadas de ondas de rádio, possui qualquer componente óptico, disse.

Apesar de Tarter falar que vamos encontrar vida fora da Terra ainda neste século, não como dizer se a previsão da cientista é plausível, uma vez que a busca por vida no espaço começou a relativamente poucas décadas, e nossas ferramentas aindanão conseguem fazer análises muito precisas à distância.