De acordo com a Bloomberg News, a força aérea dos EUA não culpa a SpaceX pela falha no lançamento de um “satélite secreto” no início deste mês de janeiro. A missão conhecida como “Zuma” funcionou perfeitamente bem até que, nos estágios finais, perdeu contato com a base de lançamento. Especuladores culpavam a SpaceX pelo fracasso, mas, parece que o foguete Falcon 9 utilizado funcionou exatamente como esperado.

O problema, portanto, foi com o módulo que conectava o satélite misterioso ao segundo estágio do foguete. Esse elemento não teria performado adequadamente suas funções, o que fez com que a missão falhasse depois de uma volta e meia no planeta.

“Baseada nos dados disponíveis, nossa equipe não identificou qualquer informação que poderia mudar o status da certificação do Falcon 9 da SpaceX após uma análise preliminar da telemetria disponível para nós”, disse à Bloomberg o tenente-general da força aérea norte-americana John Thompson, responsável por assuntos espaciais na organização militar em questão. Em outras palavras, a empresa de Elon Musk poderá continuar realizando missões militares.

Deixa claro que não foi um erro da SpaceX que acarretou no fracasso da missão

Thompson ainda comentou que sua equipe continuará a analisar os dados do lançamento, mas sua fala deixa claro que não foi um erro da SpaceX que acarretou no fracasso da missão. Em vez dela, a Northrop Grumman — responsável por construir o satélite da missão Zuma e também seu módulo de separação — é quem deve estar na mira das investigações.

A SpaceX também já havia informado que a falha em questão não tinha a ver especificamente com seu foguete, o que acabou sendo reforçado pela força aérea dos EUA. Com isso, a empresa de Elon Musk continuará concorrendo a licitações de lançamentos espaciais para fins militares nos Estados Unidos. Das três concorrências em que a empresa entrou contra um consórcio gerido pela dupla Boeing e Lockheed Martin, ela venceu duas. Espera-se que a SpaceX ainda esteja no páreo para enfrentar essa dupla em mais 11 licitações para o ano fiscal de 2019.

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